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Saúde & Bem Estar

Veja os malefícios do "efeito sanfona" e como evitá-lo

por Redação Radar da Bahia no dia 06 de abril de 2021 às 14:50
Foto: Reprodução

Você sabia que aquele vai e vem da balança, o famoso “efeito sanfona”, impacta profundamente na saúde, sobretudo no sistema cardiovascular, aumentando o risco de infarto, e até mesmo de AVC?

O emagrecimento ajuda a controlar a pressão, o colesterol e a glicemia, mas quando se engorda novamente, esses parâmetros se desregulam. Esse risco se deve, principalmente, ao acúmulo de gordura abdominal, associada à elevação da pressão, ao aumento da glicemia e ao processo inflamatório que o excesso de peso provoca no organismo.

Conforme explica a endocrinologista Louise Cruz, o efeito sanfona acontece porque o organismo tem uma memória metabólica, o que explica a tendência que os obesos têm em recuperar o peso perdido, como se o corpo soubesse o "caminho de volta" para o peso máximo que a pessoa já teve. “O cérebro sempre entende que perder peso é um sinal de perigo para saúde, e vai criar medidas para facilitar o reganho de peso, ou para evitar que a pessoa emagreça, como, por exemplo, aumentar a fome e diminuir o metabolismo”, explica a endocrinologista.

De acordo com a endocrinologista, não adianta cuidar da alimentação somente na fase de emagrecimento. O que muitas vezes acontece é que, ao atingir o peso ideal, a pessoa para de fazer o controle alimentar, não faz exercícios físicos regulares, ou, pior ainda, suspende por conta própria alguma medicação prescrita pelo médico. Portanto, tudo depende do metabolismo individual e da mudança no estilo vida. “Quem está fazendo tratamento para perder peso, tem que ter vigilância contínua quando chegar ao peso pretendido, e não parar o controle alimentar, e muito menos a atividade física, que é essencial para manutenção do peso. Quanto mais músculo se tem, mais ativo é o metabolismo”, explica Dra. Louise.

A endocrinologista explica que entender o metabolismo é fundamental para ajudar a manter o peso e evitar o efeito sanfona, já que o metabolismo é diferente na mulher e no homem. E isso se deve, em parte, aos níveis hormonais. “No homem, a testosterona favorece o ganho de massa muscular e menor acúmulo de gordura, enquanto nas mulheres o ciclo menstrual aumenta a fome, o acúmulo de líquido, e menor força para atividade física”, explica.

Embora os homens tenham mais massa magra do que as mulheres, motivo pelo qual perdem peso com mais facilidade, a endocrinologista esclarece que os hormônios femininos têm suas vantagens, pois favorecem o acúmulo de gordura em regiões de menor risco cardiovascular, como culotes, quadris, nádegas e coxas. “Já os homens acumulam no abdome, local mais associado a doenças como diabetes, infarto, hipertensão, AVC e trombose”, alerta.

Embora, em muitos casos, o ganho de peso se deva a fatores externos, como alimentação hipercalórica e sedentarismo, segundo a Dra. Louise, já foram identificados genes associados a maior ou menor propensão a engordar. Mas isso não significa que uma pessoa com a genética da obesidade não vai emagrecer. “O ambiente em que se vive e o estilo de vida podem influenciar em como essa genética vai se expressar, com maior ou menor intensidade”, explica a endocrinologista.

 

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