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Covid-19: enquanto negligenciam a pandemia, milhares de brasileiros morrem diariamente

por Neison Cerqueira no dia 26 de fevereiro de 2021 às 08:40
Foto: André Penner / AP via Veja

Hoje, 26 de fevereiro de 2021, completa um ano do primeiro caso confirmado do coronavírus no Brasil. Foi em São Paulo, de um senhor de 61 anos. A transmissão, conforme os estudos feitos, foi importada. Ele estava na Itália entre 9 e 21 de fevereiro, onde contraiu o vírus. A partir daí, ligou-se o alerta no Brasil, dando início a pandemia da Covid-19, doença causada pela contaminação do vírus.

Daí em diante, a vida de nós brasileiros mudou. Máscara passou a ser adereço de luxo obrigatório e o álcool em gel virou produto requisitado. Lembro dos preços abusivos cobrados. Antes, pelo menos antes, existia o medo. E hoje, um ano depois, o que aprendemos, o que tiramos de lição de tudo isso? Nada!

Nada porque a mudança, a tal da mudança que tanto ouvimos no início, de que "sairíamos" dessa pandemia melhores, caiu por terra. Pelo contrário. A preocupação com a própria vida, com a vida de familiares, de entes queridos, ficou só na teoria. Infelizmente, hoje, um ano depois do primeiro caso registrado na doença, o Brasil ultrapassou a triste marca de 251 mil mortes por Covid-19.

Falta - há uma ano - tudo.

Governo, empatia, responsabilidade, empatia, gestão, empatia, compromisso, empatia, ser humano, empatia, amor ao próximo e empatia. Da 'gripezinha' ao 'não precisa entrar em pânico', houve um negacionismo sem tamanho por parte dos responsáveis por cuidar de nós, eleitos para isso. Das responsabilidades jogadas ao vento para cair no colo de governadores e prefeitos, de culpar o Supremo Tribunal Federal (STF) por ter agido em prol da população de cada federação. 

A economia como prioridade, o auxílio emergencial para os menos favorecidos, da suspensão contratual para a manutenção do emprego e renda dos trabalhadores. E tudo isso quando foi anunciado parecia que estava sendo feito um favor: não era favor, não era esmola, era medida necessária e responsável para cuidar de uma nação. 

Hoje, um ano depois, a VACINA foi politizada, baseada nas contuzames 'fakes news'. Não lembro de um líder de estado reagindo como reagiu o que foi eleito aqui, quando foi anunciada a eficácia do imunizante, a CoronaVac, produzida em São Paulo pelo Instituto Butatan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Para muitos brasileiros, principalmente o público alvo, um alento. 

Para o Presidente da República, a 'VACHINA', como a criticou, é uma derrota visível em seu semblante. Ali ele perdeu uma guerra política e já perdeu para a doença. 

Na Bahia e em Salvador, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito Bruno Reis (DEM) decidiram decretar uma espécie de medida que vou classificar como 'falso-lockdown'. A partir de hoje (26), apenas os serviços essenciais estarão funcionado e seguirá assim até a próxima segunda-feira (1º). Classifico a decisão dessa forma por motivo óbvio: não acredito que tenhamos resultados convincentes, mas torcerei para estar errado. Particularmente, acredito que uma medida desse nível não iria impactar na grave situação a ponto de amenizar o que Estado e Município precisam, que é diminuir o percentual da ocupação de leito.

Mas, fica a reflexão: com o número de mortes e casos batendo recordes diariamente, com hospitais lotados sem leitos, com o número de regulações dobradas, pior que no início da pandemia, pessoas aguardando na fila, sendo entubadas na cadeira por não ter leito, muitos criticaram a medida visando o lado econômico. 

Para cairmos na real da gravidade da coisa, governo e prefeitura precisarão deixar SISTEMA colapsar?

Leio muitos comentários, principalmente nas postagens dos gestores, e assusta: como falhamos enquanto seres humanos. Cadê a humanidade dessa galera? Não é possível que com milhares de gente morrendo, agonizando, ainda há quem POLITIZE medidas que possam evitar o contágio, disseminação e mortes: estão negligenciando (há muito tempo, inclusive) a pandemia e o resultado está aí, resta saber qual será o final disso.

 

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