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Política

Bolsonaro recua e agora diz que não vai acusar países de importar madeira ilegal

por Whaley Emmanoel no dia 20 de November de 2020 às 14:30
Foto: Reprodução

Depois de dizer que revelaria nomes de países que atuam como “receptadores” de madeira ilegal que sai do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro recuou de suas declarações. Na live de quinta-feira (19), o presidente disse que o governo tem, na realidade, “nomes de empresas” que comprariam produtos brasileiros de forma ilegal.

“Nós temos aqui os nomes das empresas que importam isso e os países que elas pertencem. A gente não vai acusar o país A, B ou C de estar cometendo um crime. Mas empresas desses países, sim. Isso já está em processo. Isso vai se avolumar, no meu entender, ao ponto tal que se tornará não atrativo a importação de madeira ilegal”, disse.

As declarações de Bolsonaro contradizem daquelas que deu na terça-feira (17), quando voltou a afirmar que revelaria “nos próximos dias” a lista dos países que compram madeira ilegal da Amazônia. Em discurso na cúpula do Brics, Bolsonaro afirmou que o País sofre com “injustificáveis ataques” em relação à região amazônica e ressaltou que algumas nações que criticam o Brasil também importam madeira brasileira ilegalmente da Amazônia.

Ao blog do Gerson Camarotti, no G1, um auxiliar do próprio governo chegou a classificar a fala como uma “bravata” que não teria como ser comprovada. Segundo ele a estratégia inicial do presidente era de transferir responsabilidades da fiscalização do governo brasileiro para quem compra a madeira que é exportada.

“O presidente errou. Ao invés de reconhecer dificuldades internas e pedir colaboração dos países, preferiu partir para o ataque. O grande risco é de um isolamento cada vez maior do Brasil nesta questão ambiental”, reconheceu um auxiliar do governo.

 

 

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