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Política

Após eleição, ACM Neto não descarta aliança do DEM para reeleger Bolsonaro em 2022

por Neison Cerqueira no dia 19 de November de 2020 às 16:00
Foto: Reprodução

Após garantir mais quatro anos de gestão municipal na cidade do Salvador, o presidente nacional do DEM e prefeito da capital baiana, ACM Neto disse que “não sabe” se Jair Bolsonaro (sem partido) é um político de “extrema-direita”, e não descartou a possibilidade de seu partido apoiar a reeleição do presidente da República em 2022.

Vale ressaltar que o índice de rejeição de Bolsonaro em Salvador chegou a 65%. “Existem pessoas no entorno do presidente que podem ser classificadas como de extrema-direita. mas eu não sei se o presidente em si ele poderia ser classificado dessa forma. Então, existem pessoas que são radicais no entorno do presidente, mas eu não o colocaria neste contexto. Nós temos diálogo com o governo. O partido tem uma agenda econômica que se aproxima em muito com a agenda econômica do governo. Não somos oposição. Assumimos desde 2018 uma postura de independência. Jamais pretendi indicar quem quer que fosse para o governo Bolsonaro. As pessoas que ele colocou no governo, que são do Democratas, foram por escolha dele. Agora, te dizer que eu não tenho conversa com o presidente ou que não posso conversar com ele, de maneira alguma. Posso conversar com o presidente, sim”, disse Neto, em entrevista à rádio CBN.

Para Neto, ainda que é cedo para falar sobre a eleição de 2022. Ele ressaltou ainda que o seu partido está aberto para dialogar com todas as forças políticas, exceto a extrema-esquerda. O presidente do DEM, no entanto, não disse quais partidos e lideranças estão na extrema-esquerda. “Não existe ninguém que possa neste momento cravar que o Democratas vai com Bolsonaro ou não vai de jeito nenhum. É cedo para falar disso. Não estou tratando de 2022”, pontuou, ao não descartar também uma parceria para disputar o Palácio do Planalto com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). “Tenho excelente diálogo com Ciro Gomes. Fizemos uma opção aqui por uma aliança com o PDT, que deu a vice a Bruno Reis. Poderia ter optado por outro partido. Escolhi o PDT, porque é um partido que a gente respeita a história, o trabalho. Eu, particularmente, acho o Ciro Gomes uma grande figura pública do Brasil. Não vou deixar de conversar com ele em nenhuma hipótese. Como não estamos no extremo, estamos literalmente no centro, temos uma posição de independência, eu tanto posso conversar com Ciro quanto posso conversar com Bolsonaro, sem que isso me traga qualquer tipo de comprometimento aos meus valores e as minhas ideias. O Democratas está atrás de cargos, de favores de ninguém e saiu forte das urnas cacifado pelos resultados”, afirmou ele.

Neto também comentou sobre o PSDB, do governador João Doria; Segundo ele, os tucanos permanecem como “parceiro importante do Democratas”, mas “não há nenhum vínculo obrigatório nem necessário para 2022”. Sobre uma possível candidatura do próprio partido à Presidência, Neto comentou: “É claro que essa hipótese existe. É óbvio que essa hipótese existe de ter um candidato próprio. Eu não diria que esse é o único caminho. Não é. Eu quero conversar com várias correntes. Eu só não vou conversar com os extremos, dialogar com a extrema esquerda. Não tem como. A gente não tem como avançar. Até com a centro esquerda, eu acho que tem que conversar sim”, concluiu.

 

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