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Espiritualidade

Crer contra a Esperança

por Redação Radar da Bahia no dia 16 de August de 2020 às 06:58
Foto: (Reprodução)

“Abraão, contra toda esperança, em esperança creu, tornando-se assim pai de muitas nações, como foi dito a seu respeito: "Assim será a sua descendência". Sem se enfraquecer na fé, reconheceu que o seu corpo já estava sem vitalidade, pois já contava cerca de cem anos de idade, e que também o ventre de Sara já estava sem vitalidade. Mesmo assim não duvidou nem foi incrédulo em relação à promessa de Deus, mas foi fortalecido em sua fé e deu glória a Deus, estando plenamente convencido de que ele era poderoso para cumprir o que havia prometido” – Romanos 4. 18-21

“Contra toda esperança, em esperança creu” Que expressão mais paradoxal. Como assim crer contra a esperança? Qualquer pessoa de bom senso, olhando para a realidade como se apresentava e considerando os fatos, concluiria que não seria possível que Abraão, que “já estava sem vitalidade”, gerasse um filho, muito menos que se tornasse “pai de muitas nações”! Diriam: Sem chance; sejamos realistas! De um ponto de vista racionalista, essa é uma conclusão bastante sensata! Não havia esperança para Abraão. Mas, em sua história, surgiu o imponderável, a mais importante das variáveis: Deus! Contra essa esperança filha da razão pura surge outra esperança mais forte e ousada, fruto da fé e da confiança no poder e no caráter do Deus que fez a promessa. Abrão mudou o foco do seu olhar. Ele não focou nas improbabilidades, não depositou sua fé nelas, pois estava “plenamente convencido” de que Aquele que prometeu era poderoso para cumprir. Como registrado nas Escrituras, a promessa se cumpriu, e Abraão se tornou o grande patriarca dos judeus, também chamados de filhos de Abraão. No movimento inicial de Jesus, filhos e filhas de Abraão não eram apenas os de ascendência judaica, mas todos e todas que professavam a fé cristã.  

O paradoxo está sempre presente na história de vida de todas as pessoas, inclusive das pessoas de fé. Em meio a tribulações e dores intensas, ou diante de situações em que não encontramos uma solução, nossa esperança desfalece. No entanto, o Espírito de Deus, que não nos aliena das complexas realidades em que muitas vezes estamos inseridos, sopra um vento de fé em nós, e renova o nosso ânimo. Somos tomados de uma convicção de que Deus cuida de nós e fará algo novo em nossas vidas. Esta não é a certeza advinda do que os nossos olhos enxergam. Ela é a convicção que vem dá fé, que escuta a voz de Deus e a guarda firmemente no coração. Pessoas de fé muitas vezes se veem diante de um mar intransponível de adversidades e aflições, mas, ao mesmo tempo, veem Deus agindo graciosamente em seu favor. 

Escrevendo aos coríntios o apóstolo Paulo disse: “Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da própria vida.” (2 Coríntios 1.8). A adversidade foi tanta na vida desse grande homem de Deus que ele chegou a perder a esperança da própria vida. No entanto, ele diz que Deus mais uma vez trouxe livramento, e reafirma a sua fé: Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. “Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos...” (2 Coríntios 1.10). Desesperar da vida, e ainda assim, esperar em Deus. Mais uma vez, o paradoxo. Talvez alguém, enquanto me lê, esteja agonizando de dor. Minha oração é que o exemplo de Abraão e Paulo o inspire a manter uma teimosa fé esperançosa. Persevere. Mesmo que agora esteja pranteando, sua boca ainda pode se encher de riso. Deus é especialista em gerar vida no meio do caos. Ele tem novidade de vida pra você.   

Do seu amigo e pastor, Danilo Gomes.

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