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CRIME BÁRBARO! Padrasto afoga e mata criança de sete anos na lama

por Neison Cerqueira no dia 01 de August de 2020 às 09:30
Foto: Reprodução

Dois homens foram presos pela Polícia nesta sexta-feira (31), suspeitos de terem assassinado Danilo de Sousa Silva, de 7 anos. O corpo da criança foi encontrado na segunda-feira (27) em um lamaçal em Goiânia. O corpo de Danilo foi sepultado na quarta-feira (29), no Cemitério Municipal Vale da Paz, em Goiânia.

Um deles é Reginaldo Lima Santos, padrastro do menino, que disse ser "inocente" e vítima de uma "armação". Hian Alves de Oliveira, de 18 anos, outro suspeito, é conhecido da família. Filho adotivo de um pastor que mora na mesma rua de Reginaldo, ele confessou ter ajudado no crime.

Desde o dia 21 de julho Danilo estava desaparecido.O garoto teria saído de casa, no Parque Santa Rita, bairro da periferia de Goiânia, dizendo que iria para a casa da avó. Seis dias depois, as buscas realizadas por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) encontraram o corpo do garoto em um lamaçal, numa mata que fica a 100 metros da casa onde ele morava.

Após as investigações, a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que criou uma força-tarefa para desvendar o ocorrido. O laudo comprova que Danilo morreu asfixiado, ao inalar a lama e a água do local onde foi encontrado. A criança também teria sido atingida por pauladas, o que ocasionou no deslocamento do crânio.

O padrastro disse ser inocente. "Eu sou inocente. Isso é armação. Jamais mataria uma criança", declarou, ao chegar algemado na delegacia, mas em depoimento separado, Hian Alves confessou ter ajudado Reginaldo e relatou como tudo teria ocorrido. Ele foi procurado pelo padrasto de Danilo, que prometeu uma moto e um carro, caso ele auxiliasse no plano de morte do garoto.

Os dois foram detidos por ocultação de cadáver em conexão com homicídio qualificado. O motivo que levou o padrasto a querer matar a criança, segundo Hian, seria o suposto mau comportamento de Danilo, conforme conta o delegado titular da DIH. "O padrasto matou, porque estava insatisfeito com a convivência com a criança, não somente no lar, mas também no lugar onde trabalhavam mutuamente, numa (central de) reciclagem do bairro", relatou Rilmo Braga.

Ernane Oliveira Cázer explicou, outro delegado responsável pelas investigações, disse, durante entrevista coletiva nesta tarde, que existia um sentimento de aversão por parte de Reginaldo em relação aos enteados, filhos de outros relacionamentos da esposa. "Inclusive, ele chegou a comentar com Hian que queria tirar as crianças de dentro da casa", afirmou.

A polícia divulgou parte do depoimento de Hian, que contou que ajudou Reginaldo a arrastar o menino para dentro da mata, local onde o corpo foi encontrado. "Só levei o menino lá para dentro e, de lá, ele machucou o menino. Eu ajudei a levar para a mata, depois fiquei só olhando de fora", disse. Os dois foram presos em flagrante delito. 

Criança de 13 anos também é testemunha

Outra testemunha considerada imprescindível para a elucidação foi uma criança de 13 anos, moradora do bairro, que viu toda a movimentação dos suspeitos e de Danilo nas proximidades da mata, no dia do desaparecimento. "A questão foi maldade mesmo, puramente com o objetivo de matar a criança. O Reginaldo não confessou, mas temos um arcabouço probatório muito forte em relação a ele. Desde o início da força-tarefa, vários depoimentos reforçaram a má conduta do Reginaldo", conta o delegado Ernane.

 

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