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Cidade

Decreto obriga bancos a organizarem filas respeitando distanciamento social

por Isabela Rocha no dia 02 de April de 2020 às 15:40
Foto: Valter Pontes/Secom/PMS

A Prefeitura de Salvador publicou em edição extraordinária do Diário Oficial do Município (DOM) o decreto de número 32.320, que determina que os bancos instalados na cidade organizem as filas respeitando distância mínima de um metro entre os clientes em atendimento e aqueles que estejam aguardando na parte externa das agências, por meio de sinalização horizontal disciplinadora e demais ferramentas que se mostrem necessárias. 

Os bancos situados em shoppings centers e similares, que são credenciados para o pagamento de auxílios municipais, estaduais ou federais, poderão funcionar para atendimento aos beneficiários desde que haja acordo com os estabelecimentos comerciais. observadas as mesmas regras de distanciamento e organização das filas. 

A medida já havia sido anunciada pelo prefeito ACM Neto, e começa a valer nesta sexta-feira (03). Hoje (02), durante a inauguração de uma unidade de saúde em Itapuã, ao lado do governador Rui Costa, o prefeito voltou a cobrar um compromisso maior das instituições bancárias no enfrentamento ao coronavírus e no suporte ao cidadão diante das restrições da atividade econômica. 

"Os bancos serão interditados e terão atividades suspensas pela Prefeitura se não cumprirem o decreto. No início da crise, os próprios bancos pediram que a gente não fechasse as agências, e avaliamos que isso causaria, de fato, transtornos grandes para a população. Mas isso não significa dizer que eles possam funcionar de qualquer jeito nesse momento de crise", disse ACM Neto. 

"Temos percebido maiores aglomerações nos bancos, sobretudo nesse período de final e início de mês, quanto entram os pagamentos de salários. Mesmo essa medida de priorizar os idosos no atendimento entre 9h e 10h, o que não está resolvendo. A Prefeitura, inclusive, antecipou o pagamento dos vencimentos dos servidores inativos para evitar que eles se aglomerassem, mas o problema persiste. As pessoas precisam entender que, ao se aglomerarem, elas correm riscos. E os bancos precisam atuar para evitar isso. Por isso, a necessidade do decreto", acrescentou o prefeito. 

 

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