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Esportes

Bellintani critica possível adequação do futebol brasileiro ao calendário europeu

por Neison Cerqueira no dia 01 de April de 2020 às 11:20
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Com as competições estaduais, regionais e nacionais paralisadas, devido a pandemia da Covid-19 (coronavírus), o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, que participou do podcast Dinheiro em Jogo, do GloboEsporte.com, falou sobre a possível adequação do calendário brasileiro ao padrão europeu.

O dirigente explicou a situação financeira do clube em meio à crise, desde a possibilidade de suspensão de receitas até a renegociação com jogadores para repactuar salários e férias. "Seria bom para o Brasil se a gente conseguisse ter um calendário equivalente ao europeu. Conceitualmente, é muito bom. Qual é o problema? Se isso for feito nas circunstâncias atuais, pode ter certeza que os clubes quebram absolutamente este ano. Isso seria feito sem o mínimo de planejamento de médio prazo. Isso para ser feito tem que ser programado com dois ou três anos de antecedência", disse Bellintani.

De acordo com a análise de Bellintani, seria necessário uma readequação das contas dos clubes. Custos foram montados com base em um exercício que começa em janeiro e termina em dezembro.

Falando do Campeonato Brasileiro, caso a competição começasse em agosto e terminasse apenas em maio de 2021, as emissoras de televisão e patrocinadores postergariam grande parte dos pagamentos, enquanto o clube manteria as suas responsabilidades com jogadores e funcionários. "Como é que faz isso sem planejamento? É impossível, eu diria, ajustar esse ano, salve se houver uma repactuação econômica que dê aos clubes a capacidade de se planejar e se preparar. Todos os clubes estão imbuídos para manter o formato, pontos corridos, quando der para começar com segurança sanitária", explicou.

Bellintani completou: "Pensar em mudar calendário agora me parece ação absolutamente desproporcional, e fruto do acaso, não de um planejamento. Seria um falso modernismo. Uma modernidade que se tenta atingir, mas de maneira forçada e sem planejamento. E aí não adianta. Cai por terra e perde a oportunidade que talvez daqui a dois anos possa vir fruto de um planejamento", concluiu.

 

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