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Política

Em cadeia nacional, Bolsonaro faz pronunciamento e causa perplexidade em políticos e autoridades

por Neison Cerqueira no dia 25 de March de 2020 às 08:50
Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na noite desta terça-feira (24), em rede nacional, que vai contra as medidas determinadas pelo Ministério da Saúde, semelhantes, inclusive, às adotadas em diversos países, no combate à Covid-19. 

Bolsonaro pediu a reabertura de escolas e o fim do confinamento. Além disso, criticou governadores e ainda acusou a mídia de causar “histeria” com a doença. “O vírus chegou. Está sendo enfrentado por nós, e brevemente passará. Nossa vida tem de continuar. Empregos devem ser mantidos, o sustento da família deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, afirmou. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que um grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, iniciou.

O presidente disse que são “raros” os casos fatais de pessoas saudáveis com menos de 40 anos. “Noventa por cento de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos, sim, é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros. Em especial, aos nossos queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde”, disse.

Apesar do alto índice de mortos em outros paises como Itália e Espanha, Bolsonaro voltou a minimizar o coronavírus ao falar de si mesmo. “Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou teria. Quando muito, seria acometido por uma gripezinha ou um resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão”, emendou, numa referência a Drauzio Varella.

Na oportunidade, Bolsonaro resolveu novamente atacar a mídia por, segundo ele, causar histeria ao noticiar a situação da epidemia na Itália. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão e espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito potencializado pela mídia para que uma verdadeira histeria se espalhasse no país”, acusou. “Contudo, percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pede calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o equilíbrio e a verdade prevaleçam entre nós”, disparou.

 

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