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CARNATRICOLOR: no quesito 'vexame', o Bahia é nota DEEEEEZ!

por Neison Cerqueira no dia 06 de February de 2020 às 20:20
Foto: Divulgação

De 2018 para cá, o primeiro semestre tem sido uma dor de cabeça daquelas para o torcedor do Bahia. Após o final de cada temporada, expectativas são criadas. Copas do Nordeste, Brasil, Sul-Americana... mas, em algumas delas, a cada ano, o time parece 'presentear' o torcedor com a tal da frustração.

Em 2020, ano de maior orçamento para o futebol, o time "escolheu" ser turista na mais rentável do calendário: a Copa do Brasil. Adversário de Série D, gramado pesado, gol nos últimos minutos e eliminação na rodada de estreia da competição. Deu nem para melar.

Passada a euforia da estreia da equipe no ano, dois times disputando competições diferentes. O treinador Roger Machado, com mais tempo para montar e treinar o time principal, ainda não conseguiu entregar, em campo, uma formação que condiz com o elenco que tem em mãos.

Tem algo de errado aí...

A gestão do presidente Guilherme Bellitani, se traz frutos internos como no administrativo, financeiro e na - EXCELENTE - comunicação/marketing, no futebol profissional as coisas não andam. 

Tem algo dando errado aí...

A diretoria acumula vexames: perda do título em 2018 para o Sampaio Correia na Fonte Nova; eliminação na Sul-Americana em 2019 e eliminado na primeira fase do Nordestão. Planejamento em alta, torcida esperançosa, semana de Ba-Vi e a cereja do bolo foi a precoce saída da equipe na primeira fase da Copa do Brasil para o modesto River do Piauí. Aê, agora pode partir o bolo! 

São eliminações injustificáveis em competições que ajudam a alavancar o orçamento do clube. Em mais um ano caiu por terra.

Tem algo de errado aí? 

Não sei o que acontece, mas o futebol do Bahia, ou melhor, o departamento de futebol do Bahia não dá liga. Roger Machado tem que ser cobrado de forma mais incisiva, tem seus dias ruins, mas ainda penso que o caminho AINDA não é a demissão - ainda que ele tenha vencido (PASME!) apenas 3 dos últimos 19 jogos pelo clube (1x0 contra o Grêmio e 2x1 contra o CSA, pelo Brasileiro; 2x0 no Imperatriz pelo Nordestão).

Nas redes sociais, o ódio por parte de alguns torcedores relativizam o pífio rendimento dentro de campo com ações de marketing feitas pelo clube fora das quatro linhas: isso não tem nada a ver. Acredito que repensar o departamento de futebol, o elo entre treinador, atletas e diretoria precisa ser mais estreitando. Como isso pode ser feito? Não vou dar ideia.

A acomodação e o lugar comum tomou conta desse pilar. É hora de dar uma chacoalhada. Ao que parece, o time entra em campo usando um salto alto, o que é perigoso, achando que vai resolver a parada na hora que quiser. Perde um caminhão de gols, mesmo sabendo da responsabilidade e quão é importante vencer aquele jogo. 

No bom linguajar, falta TESÃO!

Não só contra o River, como também faltou nos jogos citados nas entrelinhas. Assim como faltou também para classificar, depois de anos, o time na Copa Libertadores, naquele que foi o Brasileirão mais acessível para o clubs. Os discursos da teoria precisam entrar em prática. O "conquistar algo maior" não pode ser falácia. O comportamento desse grupo já tem um tempo e é preciso solução: o fumo entrou, papá!

A pressão aumentou e agora é que são elas: no próximo sábado (8) tem o primeiro clássico do ano contra o Vitória, na quarta (12), estreia na Copa Sul-Americana diante do Nacional. O que pode esperar do Bahia nesses dois compromissos? É incógnita.

A verdade é que, no quesito "VEXAME", a nota é DEEEEEEZ!

 

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