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Governador de São Paulo se reúne com mães de vítimas e pede revisão de protocolos da PM

por Isabela Rocha no dia 05 de December de 2019 às 17:45
Foto: Reprodução

Depois de afirmar que "nada mudaria" na Segurança Pública de São Paulo após a tragédia, o governador João Doria (PSDB), recuou, nesta quinta-feira (5), de sua defesa em relação à atuação da Polícia Militar no episódio que resultou na morte de nove jovens em um baile funk na favela de Paraisópolis, no último domingo (1º). Dória se reuniu com mães de vítimas e recebeu vídeos de abusos policiais.

O Chefe de Executivo admitiu a necessidade de melhorias nas operações e a punição de "policiais que não cumprem o protocolo e desonram a corporação". "A polícia já foi orientada (após o episódio) para rever protocolos e inibir, se não acabar, qualquer tipo de abuso que possa ocorrer. É inaceitável que a melhor polícia do Brasil use de força desproporcional e desnecessária, sobretudo quando não há reação dos cidadãos. Eu mesmo fiquei muito chocado quando vi as imagens do vídeo de outubro, em que um PM agride desnecessariamente jovens saindo de um local fechado", disse Doria, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Doria recebeu sete mães de vítimas, dois líderes comunitários de Paraisópolis, além de representantes da Defensoria Pública e da OAB na última quarta-feira (4). Ele afirmou que foi questionado por uma das mães, preocupada com sua própria segurança após críticas à operação policial de domingo. Segundo o governador, ele selou um compromisso de que não haverá reação policial que ameace os envolvidos na tragédia. "Não podemos transformar esse episódio num confronto entre polícia e a população e não podemos criminalizar nem a comunidade nem a polícia", afirmou Doria.

 

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