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Brasil

Soldado cancela chamado do Samu às vítimas do baile funk em Paraisópolis

por Whaley Emmanoel no dia 03 de December de 2019 às 16:10
Foto: Reprodução

Testemunhas disseram que policiais militares impediram o socorro de vítimas do tumulto ocorrido após a chegada da PM no baile funk em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada de domingo (1º). Nove pessoas morreram após serem pisoteadas e 12 ficaram feridas durante a confusão. 

Nesta segunda (2), a irmã de Dennys Guilherme Franca, de 16 anos, morto na tragédia, disse que os policiais também impediram que um amigo socorresse o irmão.

“Ele caiu e um amigo foi socorrer e o policial falou 'pode deixar que a gente cuida dele'”, disse Fernanda Garcia.

O único chamado registrado pedindo socorro foi feito pelo Samu em uma rua próximo do local do baile. No entanto, a solicitação foi cancelada por um soldado do Corpo de Bombeiros chamado Julio com a alegação de que as vítimas já tinham sido socorridas pelos PMs. A Prefeitura de São Paulo confirma que o Samu foi cancelado.

A ligação foi feita às 4h18 do domingo (1º) por uma jovem. A jovem disse ao atendente que ela e um rapaz foram agredidos por policiais, que uma bomba feriu suas pernas e os olhos do rapaz. Ela também disse que teve violência sexual e uso de armas de choque.

Às 4h20, o Samu transferiu o atendimento de uma viatura para outra. Às 4h29, 11 minutos depois do chamado, a ambulância ainda não tinha chegado ao local, apesar da chamada ter sido considerada de alta prioridade.

O Samu trocou mais uma vez de viatura e às 4h47 a chamada foi cancelada pelo soldado, alegando que PM já tinha socorrido as vítimas.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que a jovem que fez o chamado foi socorrida para um pronto socorro e que os outros socorristas não foram até o local porque foram hostilizados.

 

 

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