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Política

Bolsonaro volta a defender excludente de ilicitude em vigência de missões de GLO

por Daniel Serrano no dia 03 de December de 2019 às 08:30
Foto: Reprodução

Em entrevista na madrugada da última segunda-feira (2) ao "Jornal da Record", o presidente Jair Bolsonaro falou sobre segurança pública. Ele comentou ainda as críticas ao Ministério da Educação e à escolha de Sérgio Nascimento de Camargo para o comando da Fundação Palmares.

Ao ser questionado sobre o envio de projetos de segurança ao Congresso, Bolsonaro afirmou que o principal trata do excludente de ilicitude durante missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

“Se assinar o decreto, a tropa de segurança vai pra lá. Entra as Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e PRF. Nessas condições, eu quero que esse pessoal vá pra fazer valer a sua força para recuperar a normalidade”, afirmou Bolsonaro. “Essa força tem que chegar para se impor. E não pode chegar pra se impor e o policial responder por um processo e ser condenado a 30 anos de cadeia”.

Bolsonaro também comentou sobre as críticas que Ministério da Educação vem recebendo. No fim do mês passado, uma comissão da Câmara dos Deputados apontou paralisia e ineficiência na gestão.

“O Ministério da Educação tem mais de 300 mil servidores. No governo Dilma (Rousseff) foram contratados mais de cem mil servidores. O PT usou as universidades como uma fábrica de militantes. E não é fácil reverter tudo isso, nos últimos 16 anos.  Nas provas do Pisa (avaliação escolar internacional, promovida pela OCDE), que pega o ensino fundamental, nada cresceu, muito pelo contrário, na última prova no início desse ano e querem botar na minha conta que o Brasil caiu mais ainda. A partir do próximo triênio, aí sim fica sobre a nossa responsabilidade.

Segundo o presidente, os temas e questões em provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) já começaram a seguir para o lado de interesse público e que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, vem fazendo "bom trabalho".

“O próprio Enem. Acabaram aquelas perguntas esquisitas, diferentes, que os pais não gostavam e que atentavam contra os valores familiares. Acabaram aquelas perguntas sobre mentiras do período de 64 a 85. Era muita mentira pregada ali. Então, os temas já começam a voltar pro lado de interesse público como um todo. Ele, Abraham Weintraub está fazendo um bom trabalho e deve continuar assim. Essa crítica do parlamento, vem por parte de que grupo parlamentar? De que partido. Tem que ver isso para saber se procede ou não”, disse.

Bolsonaro comentou ainda sobre a polêmica da escolha do novo presidente da Fundação Palmares, que já negou a existência de racismo no Brasil. “Eu adotei uma política de que cada ministro é 100% responsável pelo seu ministério. No caso, a Cultura está no ministério de Turismo e o secretário de Cultura é o Roberto Alvim. Ainda não conversamos sobre isso, mas ao meu ver foi deturpado o que ele falou”.

 

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