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ONU volta a denunciar execuções extrajudiciais e torturas na Venezuela

por Daniel Serrano no dia 10 de September de 2019 às 09:10
Foto: Ariana Cubillos / AP Photo

A alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos,Michelle Bachelet, denunciou na última segunda-feira (9) novos casos de possíveis execuções extrajudiciais, além de "torturas e maus-tratos" de detentos na Venezuela.

Durante um discurso na 42ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, Bachelet apresentou um novo relatório sobre a situação na Venezuela governada pelo presidente Nicolás Maduro. "Meu escritório continuou documentando casos de possíveis execuções extrajudiciais cometidas por membros das Forças de Ação Especiais da Polícia Nacional - conhecidas como Faes - em alguns bairros do país", afirmou.

"Apenas no mês de julho, a organização não governamental 'Monitor de Vítimas' identificou 57 novos casos de supostas execuções cometidas por membros da Faes em Caracas", completou a ex-presidente chilena.

Ainda segundo Bachelet, o Alto Comissariado documentou casos de "tortura e maus-tratos, tanto físicos como psicológicos, de pessoas arbitrariamente privadas de sua liberdade, em particular de militares".

Por outro lado, Bachelet afirmou que o governo de Maduro cumpriu "a libertação" de "83 pessoas", incluindo "aquelas cuja detenção havia sido considerada arbitrária pelo Grupo de Trabalho de Detenção Arbitrária".

Horas depois da divulgação do novo relatório, o numero do governo Diosdado Cabello, desqualificou o documento de Bachelet e a acusou de "crueldade" contra a Venezuela. "O que disser a senhora Bachelet não vai impedir o nosso sonho. Não vamos nos deixar chantagear por nada", declarou Cabello.

Um relatório já tinha sido apresentado por Bachelet no dia 5 de julho. Na ocasião foi denunciada a “erosão do Estado de direito" na Venezuela, alertando também que as sanções internacionais agravavam a crise no país.

"A situação dos direitos humanos continua afetando milhões de pessoas na Venezuela e com claros impactos desestabilizadores na região", voltou a afirmar na segunda-feira (9), antes de destacar que a economia "atravessa o que poderia ser o episódio hiperinflacionário mais agudo que a América Latina já experimentou".

Bachelet também insistiu que as sanções do governo do presidente americano Donald Trump contra o governo de Maduro contribuem para "agravar a situação humanitária" na Venezuela, que vive a pior crise em sua história recente, registrando hiperinflação, a queda na produção de petróleo e a fuga de 3,6 milhões de pessoas desde o início de 2016.

 

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