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Saúde & Bem Estar

Setembro Amarelo: campanha de prevenção do suicídio mobiliza profissionais de saúde na Bahia

por Redação Radar da Bahia no dia 05 de September de 2019 às 09:10
Foto: Ilustração / Internet

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a cada 45 minutos uma pessoa comete suicídio no Brasil e, a cada ano, 800 mil pessoas no mundo. Os mesmos dados ainda afirmam que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. 

Com o objetivo de promover mecanismos para aliviar o sofrimento emocional dos pacientes oncológicos, a Clion, clínica que oferece um tratamento multidisciplinar do câncer, criou o Grupo Terapêutico Florescer. ”Realizamos encontros mensais para pacientes e familiares e oferecemos um suporte cada vez mais completo e humanizado. No mês de setembro, faremos uma palestra sobre prevenção ao suicídio e alterações emocionais no paciente oncológico”, explica a psicóloga da Clion Mariana Cordeiro.

A psicóloga ainda destaca o caráter multifatorial do problema, esclarecendo a ideia de que o câncer pode ser encarado como um fator de risco para o suicídio. “As pessoas sempre perguntam: o câncer em si pode incentivar alguém a tirar a própria vida? Não necessariamente. Se o câncer faz parte de um contexto de alguém que tem dificuldade de lidar com os desafios do cotidiano, a doença, aliada a outros problemas que a pessoa já enfrenta, pode se tornar um fator de risco”, enfatizou Mariana.

A campanha Setembro Amarelo é uma forma de prevenção do problema, já que quebra o preconceito e incentiva mais espaços de debate sobre o tema. A ajuda de profissionais qualificados é extremamente importante.

Questionar alguém sobre a ideia de tirar a própria vida, fazendo-o de modo sensato e franco, fortalece o vínculo com a pessoa, que passa a se sentir acolhida. “Sempre que acontece uma tentativa de suicídio, devemos encarar como um pedido de ajuda de alguém que está passando por um sofrimento emocional muito intenso, por isso é recomendável que esta pessoa seja assistida por um profissional capacitado”, orienta.

Por fim, Mariana reforça que é necessário ter o apoio familiar. "O apoio de familiares e amigos também é muito relevante. O ideal é que as pessoas diretamente envolvidas pratiquem a escuta empática, sem julgamentos, comparações ou soluções rápidas, diminuindo o sofrimento emocional e reforçando o desejo de viver dessa pessoa", fiinalizou. 

 

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