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Economia

VF Corporation confirma suspensão de matéria-prima para suas marcas; presidente chegou a negar

por Redação Radar da Bahia no dia 29 de August de 2019 às 16:10
Foto: CICB / Divulgação

A empresa americana VF Corporation informou ao jornal 'O Globo' que não importará mais do Brasil a matéria-prima para os seus produtos, por questionamentos referentes ao respeito ao meio ambiente na cadeia de produção. A VF Corporation é fabricante de calçados e acessórios em couro. 

A assunto tem gerado polêmicas durante a semana, caso esse que levou o presidente Jair Bolsonaro a se posicionar acerca do assunto. “Mais cedo jornais publicaram que 18 marcas suspenderam a compra de couro brasileiro. Àqueles que torcem contra o país e que vergonhosamente divulgaram felizes a notícia, informo que o Centro de Indústria de Curtumes do Brasil negou tal suspensão. As exportações seguem normais”, escreveu o presidente, no Facebook.

No entanto, a empresa que é sediada em Denver, no Colorado, é proprietária de 18 marcas, como Timberland, Kipling, The North Face e Vans. No comunicado, VF Corporation afirmou que, desde 2017, trabalha para que seus fornecedores sigam requisitos de “abastecimento responsável” e que não consegue “assegurar satisfatoriamente que os volumes mínimos de couro comprados de produtores brasileiros sigam esse compromisso”.

É ou não é ou não é? 

Na quarta-feira (28), o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) notificou o ministério do Meio Ambiente, que tem como titular Ricardo Salles, que marcas internacionais, como Timberland, Vans e Kipling, suspenderam a compra de couro brasileiro devido às notícias relacionando as queimadas na região amazônica com o agronegócio no país. 

Assinado pelo presidente da CICB, José Fernando Bello, o documento diz: "Recentemente, recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais. Este cancelamento foi justificado em função de notícias relacionando queimadas na região amazônica ao agronegócio do país". No mesmo dia a CICB negou a suspensão, o que levou o presidente Bolsonaro a comentar o assunto. No entanto, a própria empresa confirmou que não fará mais importação dos produtos brasileiros.

 

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