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Britânicos protestam contra suspensão de Parlamento

por Daniel Serrano no dia 29 de August de 2019 às 10:39
Foto: Henry Nicholls / Reuters

A suspensão das atividades do Parlamento do Reino Unido, idealizada pelo primeiro-ministro Boris Johnson, gerou uma serie de protestos nas ruas de grandes cidades da Inglaterra, pela oposição, pela imprensa e até pelo Partido Conservador.

O legislativo será suspenso entre os dias 9 e 12 de setembro e só voltará no dia 14 de outubro. O dia 31 de outubro é a data limite para o Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia). O primeiro-ministro quer que esse desligamento aconteça mesmo sem um acordo com os europeus. Entretanto, tem receio de que o Parlamento impedisse que isso acontecesse.

Segundo o jornal “The New York Times”, a oposição, normalmente fragmentada, se uniu para rejeitar a manobra de Johnson.  Uma petição online juntou mais de um milhão de assinaturas. Nas ruas, houve faixas e placas que classificavam a manobra de Johnson como um golpe.

O descontentamento não ficou apenas na oposição. A líder do Partido Conservador na Escócia, Ruth Davidson, renunciou ao cargo alegando que o fez por motivos pessoais dentro do contexto político da suspensão do Parlamento. Em sua carta, ela afirma que não escondeu o conflito que sente em relação ao Brexit, mas que tinha tomado ações para que o partido reconhecesse o resultado do referendo.

Outro membro do governo que também renunciou foi o lorde Young de Cookham, que era líder da Câmara dos Lordes. Ele afirmou que está muito infeliz com a suspensão do Parlamento.

Jornais do Reino Unido também fizeram criticas a manobra. Para o “The Guardian”, trata-se de “um ataque cínico e premeditado contra o princípio de democracia parlamentar, mas não é uma subversão total da ordem constitucional semelhante a um golpe militar”.

Já o “Financial Times” publicou um editorial afirmando que a medida é uma afronta à democracia “É uma tentativa intolerável de silenciar o Parlamento até que ele não possa mais impedir uma desastrosa saída dura pelo Reino Unido da União Europeia no dia 31 de outubro.”

 

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