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Economia

Brasil tem melhor arrecadação para o mês de julho em oito anos, diz Receita

por Daniel Serrano no dia 22 de August de 2019 às 11:34
Foto: Afonso Lima / Reprodução

A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou alta real (subtraída a inflação) de 2,95% em julho, comparada com o mesmo mês de 2018, para R$ 137,735 bilhões. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal.

Em julho do ano passado, a arrecadação foi de R$ 133,791 bilhões. Segundo os dadas fornecidos pela Receita Federal, esse também foi o melhor resultado para meses de julho em oito anos, quando o resultado atingiu R$ 141,801 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação.

Segundo o Fisco, a alta da arrecadação em julho, comparado com o mesmo mês do ano passado, ainda foi influenciada pela paralisação dos caminhoneiros, que aconteceu em maio de 2018. "O movimento grevista impactou, negativamente, a base de cálculo de alguns tributos, notadamente em relação àqueles que incidem sobre a produção e comercialização de bens e serviços, deprimindo a base de arrecadação de 2018", informou.

Ainda de acordo com o órgão, ocorreu no mês passado uma "arrecadação atípica" de R$ 3,2 bilhões no caso do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Isso contribuiu para uma alta real de 21% na arrecadação desses tributos.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, a arrecadação somou R$ 895,330 bilhões, com aumento real de 1,97% frente ao mesmo período do ano passado, melhor resultado para o período desde 2014. Conforme a Receita Federal, parte do crescimento da arrecadação, no começo deste ano, está relacionada com o resultado ainda de 2018, pois as empresas recolheram esses valores no primeiro trimestre deste ano.

Para 2019, a meta do governo é de um déficit (resultado negativo, sem contar as despesas com juros) de até R$ 139 bilhões. Em 2018, o rombo fiscal foi de R$ 120 bilhões (o quinto ano seguido com as contas públicas no negativo). As consequências são: o aumento da dívida pública e possíveis impactos inflacionários.

 

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