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Economia

Paulo Guedes defende criação de “nova CPMF”

por Daniel Serrano no dia 22 de August de 2019 às 09:39
Foto: REUTERS / Adriano Machado

Na última terça-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, apoiou publicamente à criação de um imposto federal sobre transações financeiras (assim como a extinta CPMF), para compensar a redução nos impostos cobrados das empresas sobre a folha de pagamentos.

De acordo com informações do jornal “O Estado de São Paulo”, a Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos (CSTP), nome do novo imposto, deverá ter uma alíquota mais baixa, de 0,22%. A intenção é criar uma "conta investimento" para isentar a cobrança da nova contribuição de aplicações na Bolsa, renda fixa e poupança, entre outras.

Atualmente, a cobrança é de 20% sobre a folha de pagamentos. Pelos cálculos da área econômica, a alíquota ficaria entre 11% e 12%. Com a medida, o governo deseja estimular a geração de empregos formais com a diminuição dos encargos sobre a folha.

Segundo Guedes, a CPMF teve apoio de todos os economistas brasileiros no governo FHC. Entretanto, a proposta encontra resistência. Em especial, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Até o momento, a ideia é que a proposta de uma nova CPMF fosse articulada contasse com a fosse apadrinhada só pelo secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, defensor de um tributo para bancar a desoneração dos salários e estimular o emprego.

Os críticos da proposta se apoiam em declarações dadas pelo presidente Jair Bolsonaro de que não aceita a CPMF. Entretanto, a equipe econômica aposta que vai conseguir mostrar ao presidente a importância da contribuição para reduzir o desemprego.

De acordo com levantamento feito pelo “Estado de São Paulo”, com a criação de um novo imposto nos formatos da CPMF, mesmo com uma tributação menor, é rejeitada por 15 dos 30 líderes de partidos, incluindo os partidos do chamado Centrão (bloco independente ao governo). Apenas dois líderes, Delegado Waldir (PSL-GO) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), se mostraram favoráveis. Outros dois disseram estar indecisos e 11 não responderam à reportagem.

 

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