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Saúde & Bem Estar

Costuma cochilar demais durante o dia? Se ligue que pode ser sinal de Alzheimer

por Redação Radar da Bahia no dia 13 de August de 2019 às 17:12
Foto: Pixabay

Tardezinha chuvosa, acostumado a tirar aquela velha madorna durante o dia ou simplesmente se encostar em um canto e cochilar. Quem nunca pegou no sono no 'buzão'? Coisa boa, né? Mas, é melhor prestar atenção nessas hibernações contínuas.

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que a doença de Alzheimer ataca a região do cérebro responsável pela vigília durante o dia. Essa é a explicação biológica para os cochilos diurnos excessivos observados por pesquisadores e cuidadores de idosos. A informação é do Jornal Extra. 

Acreditava-se que a soneca era para compensar as noites mal dormidas. Mas o novo estudo aponta que essa parte do cérebro é uma das primeiras a sofrer os efeitos da neurodegeneração. Por isso, o estudo sugere que os cochilos em excesso durante o dia são um sinal, quando não há problemas significativos de sono noturno. "Além do sono durante o dia, se a pessoa possui idade avançada, mudança de comportamento, desorientação, problemas de memória e problemas no sono podem ser indícios de início de demência. O ideal é que as pessoas procurem orientação médica para exames complementares", recomenda André Lima, neurologista da Neurovida.

Os pesquisadores mediram o estágio de Alzheimer, os níveis de proteína tau (que, se danificadas, podem matar neurônios) e o número de neurônios em três partes de 13 cérebros com Alzheimer e sete saudáveis. Os órgãos faziam parte do banco de doenças neurodegenerativas do cérebro da Universidade da Califórnia.

Comparado aos cérebros saudáveis, os dos pacientes com Alzheimer tiveram um significativo aumento de tau nos três centros cerebrais promotores da vigília e essas regiões haviam perdido até 75% de seus neurônios. "O trabalho mostra evidências de que as áreas do cérebro que promovem a vigília degeneram com o acúmulo de proteína tau desde os primeiros estágios da doença", disse a autora, Lea T. Grinberg.

 

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