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Política

Previdência: presidente da CCJ no Senado diz que reforma passa se 'Bolsonaro ficar calado'

por Redação Radar da Bahia no dia 13 de August de 2019 às 16:35
Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado / Divulgação

Em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (13), a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), disse em entrevista à GloboNews que o presidente Jair Bolsonaro pode ajudar a aprovar a reforma da Previdência no tempo mais rápido possível "ficando calado". 

Segundo ela, isso pode acontecer se o presidente evitar de dar declarações polêmicas que atinjam o Congresso. "Eu poderia dizer com muita tranquilidade, de quem quer ajudar o governo, que o presidente pode ajudar ficando calado, não sendo adversário do próprio governo", afirmou a senadora, que acrescento que "toda vez que ele [Bolsonaro] gratuitamente ofende a classe política, joga as redes sociais contra o Congresso, ele acaba atrapalhando". A CCJ é a primeira etapa de tramitação da reforma da Previdência no Senado.

De acordo com Tebet, a reforma da Previdência está "blindada" e será aprovada no Senado no máximo até início de outubro. Mas esse prazo pode acabar sendo esticado, o que ela diz não ser positivo para um país precisando reduzir o desemprego.  

A partalemtnar disse ainda que é a favor de incluir - na PEC paralela - um dispositivo determinando que governadores e prefeitos submetam às suas assembleias legislativas um projeto, que poderia ser aprovado por quórum simples, adotando ou não em seus estados e municípios a reforma da Previdência que será aprovada no Congresso Nacional. 

Dessa forma, segundo ela, seria evitado que cada estado faça uma reforma diferente. "Precisamos encontrar um meio termo para reincluí-los, abrir caminho para que os legislativos locais possam votar uma lei complementar ratificando ou não a reforma aprovada pelo Congresso", afirmou.

Tebet também disse ser contra a aprovação da reforma rapidamente, colocar na PEC paralela o gatilho demográfico e o modelo de capitalização. No primeiro, a idade mínima de aposentadoria subiria automaticamente sempre que a expectativa de sobrevida do brasileiro subisse. "Não sou a favor nem do gatilho nem da capitalização", afirmou Simone Tebet. pelo menos nesta fase de tramitação. Segundo ela, depois o Legislativo poderia discutir o tema.

Ela também comentou sobre a indicação do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixada brasileira nos Estados Unidos, a senadora afirmou que Bolsonaro deveria reavaliar a indicação. "O presidente daria um grande exemplo recuando nessa questão, sabendo que isso pode contaminar, sim, o ambiente político", declarou.

 

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