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Oposição de Macri na Argentina, Fernández responde a Bolsonaro e o chama de 'racista, misógino e violento'

por Neison Cerqueira no dia 13 de August de 2019 às 10:18
Foto: HO / AFP

Depois de vencer a prévia das eleições na Argentina, o candidato da oposição à Presidência da Argentina, Alberto Fernández, companheiro de chapa da ex-presidente e senadora Cristina Kirchner respondeu na noite de segunda-feira (1) às críticas feitas pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL)

Para Fernández,  Bolsonaro é apenas uma "circunstância da vida" e disse que pretende manter boas relações com o Brasil. "Em termos políticos, eu não tenho nada a ver com Bolsonaro. Comemoro enormemente que ele fale mal de mim. É um racista, um misógino, um violento. O que eu pediria ao presidente Bolsonaro é que deixe Lula livre e pediria que se submeta a eleições com Lula em liberdade", disse Fernández. 

Ele obteve uma vitória esmagadora contra o presidente Mauricio Macri, que é candidato à reeleição. As eleições primárias foram realizadas no domingo (11). Bolsonaro vem apoiando abertamente a reeleição de Macri e chegou a dizer que o Brasil poderia ver " irmãos argentinos fugindo para cá" caso o que ele chama de "esquerdalha" vença as eleições presidenciais de 27 de outubro. 

Auxiliares do presidente ligados à ala ideológica do governo não descartaram nem sequer rever a participação do Brasil no Mercosul caso a vitória da chapa Fernández-Kirchner se confirme. Fernández buscou ressaltar a boa relação entre Brasil e Argentina, afirmando que o governo Bolsonaro é apenas uma "conjuntura da vida": "Com o Brasil, teremos uma relação esplêndida. O Brasil sempre será nosso principal sócio. Bolsonaro é uma conjuntura na vida do Brasil, como Macri é uma conjuntura na vida da Argentina", disse ele, durante a entrevista, concedida ao programa de televisão Corea del Centro da emissora Net TV.

De acordo com O Globo, no início de julho Fernández visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem da PF em Curtiba e prometeu se manter ao lado do brasileiro, que cumpre pena de oito anos e dez meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá. "Sou professor de Direito Penal na Universidade de Buenos Aires há mais de 30 anos e vejo com muita preocupação a detenção de Lula", disse Fernández na ocasião. "Talvez o governo brasileiro não perceba que esteja  criando uma mácula muito grande ao manter preso um nome como Lula", completou. 

 

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