publicidade

Polemizando

Jair Bolsonaro, o presidente que gosta de plateia por saber que tem quem o aplauda

por Neison Cerqueira no dia 23 de July de 2019 às 10:55
Foto: Divulgação

Redundante, repetitivo, mas necessário. O DESgoverno Bolsonaro caminha a passos largos para o subsolo da imoralidade, da incapacidade, do nepotismo e da incompetência de gerir um Estado. Sua postura como líder brasileiro - e ressalto que apenas para quem ele representa ser um - deixa lacunas jamais vistas por presidentes que ocuparam a cadeira do Palácio do Planalto. 

Bolsonaro é presidente, mas não está presidente. 

Com o apoio da massa, se posiona como um jogador dentro de campo que não aparece para a torcida, mas sempre procura fazer uma firula para justificar a titularidade. O resultado, no entanto, pode ser satisfatório, uma vez que numa dessas firulas, o jogador pode fazer um gol de placa e ser considerado craque, no caso do presidente, não: Bolsonaro gosta de plateia por saber que tem quem o aplauda.

Arrogância, ingnorância e desconhecimento marcam sua postura como tal. "Mito", "Bolsonaro 2022". No Twitter, o seu Palácio do Planalto, uma gama de seguidores se degladiam, saem em defesa do gestor eleito democraticamente, mas sem a menor condição de fazer uma autocrítica, avaliar sua gestão, quais os caminhos o país está seguindo, para onde estamos sendo levados e onde vamos parar. 

O DESgoverno é um fato e basta ver os noticiários, acompanhar suas postagens e vídeos onde ele se sente mais à vontade: nas redes  sociais. Bolsonaro é o holofote negativo da nação. Sua conduta, postura e posição é lamentável. Faz uma jogatina básica, principalmente a da "farinha pouca, meu pirão primeiro". Recentes declarações espantam muito, mas como disse em linhas anteriores, ele sempre terá milhões para aplaudi-lo, o que é uma pena. 

A polêmica ida de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada dos Estados Unidos chega a ser engraçada. Ele mantém e sustenta o discurso - e segue passando vergonha a cada justificativa. O mais engraçado é: fritou hambúrguer em lanchonete que vende frango frito e é pós-graduado em universidade que não concluiu desde 2016. E o que os apoiadores fazem? Hashtag no Twitter: #EduardoEmbaixadorSim. Me desculpe, mas essa vergonha eu não passo. 

[Nepotismo? Especialistas explicam que nomeação faz lembrar tempos de regime monárquico, que é quando o sistema governa um país como chefe de Estado e a transmissão de poder ocorre de forma hereditária (de pai para filho). Sendo assim, não há eleições para a escolha de um monarca.]

O presidente age de forma impositiva. Não sei se você recorda da atriz Katiuscia Canoro, que interpretou a personagem Lady Kate no humorístico 'Zorra Total', da TV Globo. "É tudo meu-me, isso aqui é meu-me, isso também é meu-me". Entenda apenas como alusão. Sua postura é totalmente errônea.

Na quinta-feira (18), declarou que, se quisesse, demitiria o chanceler Ernesto Araújo para Eduardo assumir o Itamaraty. Depois afirmou que "se puder dar um filé mignon ao filho", ele dava [farinha pouca...]. Sem contar na bagatela de R$ 68 mil 'taokeys' que o '03' vai receber caso ocupe o cargo. Como ninguém até hoje não encontrou Queiroz e Dias Toffoli (STF) ainda deu aquela forcinha para 'aliviar' as coisas, já que decidiu suspender as investigações em todo o País que contenham dados compartilhados do Controle de Atividades Financeiras (Coaf), justamente o órgão que investiga (va) Flávio Bolsonaro, o filho 01 do presidente, deve está dormindo tranquilamente.

Retomo e com novidade: no Brasil não tem pobreza, não tem porque se preocupar com ações para combater a erradicação da fome, sendo que aqui "você não vê gente pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países por aí pelo mundo", conforme dito pelo presidente aos jornalistas durante um café da manhã em Brasília. 

Ignorância ou desconhecimento? Esqueci que pesquisas feitas e que trazem dados estatísticos, para o governo, não têm valor. Um pena, diga-se de passagem. 

Na sexta (19), chamou a região Nordeste - a mais pobre do país - de 'paraíbas', termo usado pejorativamente no Rio de Janeiro para referir-se aos nordestinos. "Daqueles governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão", disse o PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. O 'pior' governador em questão é Flávio Dino, do PC do B. 

Mas, não somos apenas 'paraíbas', presidente.

Somos das Alagoas, da Bahia, do Ceará, Maranhão, de Pernambuco, do Piauí, do Rio Grande do Norte, Sergipe e da própria Paraíba. Não precisa ser petista, pessolista, esquerdopata, petralha, beneficiário de programas sociais, basta ter caráter. Nossa dignidade é única e essa ninguém tira, imagine uma colocação xenofóbica proferida pelo líder de Estado? É água de coco para nós, pai. E se tem uma coisa que nada e nem ninguém será capaz de fazer, é com que a gente deixe de sentir orgulho de ser NORDESTINO.

Prazer senhor presidente, somos todos 'paraíbas'.

Felizes 'paraíbas'.

 

LEIA TAMBÉM:

Força da maré derruba parte do píer na Gamboa de Baixo, em Salvador

Notícias: Polemizando

publicidade

publicidade

© Copyright 2018 - Radar da Bahia - Grupo Radar