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Bahia

Bombeiros interditam ponte e moradores ficam ilhados após água da barragem invadir cidade de Coronel João Sá

por Nangel Santana no dia 12 de July de 2019 às 11:30
Foto: Alan Tiago/G1

A ponte que passa sobre o Rio do Peixe, em Coronel João Sá, na Bahia, ficou submersa depois que a cidade foi invadida pela água da barragemque fica localizada na cidade vizinha de Pedro Alexandre. Por conta disso, os bombeiros isolaram a área e moradores contam que ficaram mais de 18h "ilhados", sem poder ir do centro para os povoados da zona rural e vice-versa.

Na manhã desta sexta-feira (12), a água começou a baixar. Uma força-tarefa com 50 agentes do Corpo de Bombeiros de Salvador chegou à cidade nesta manhã. Eles interditaram a ponte para evitar que os moradores fiquem circulando e sofram acidentes.

 

"Sempre há risco. As pessoas podem ser surpreendidas. Estamos isolando o local. A gente reforça que, nesses eventos, quando a água estiver na canela, deve-se evitar passar", explicou o major Ramon Diego.

Assim como na ponte, as ruas de Coronel João Sá ficaram alagadas. As áreas mais alagadas foram as ruas do Galo, Santo Antônio, Beira Rio, Senhor do Bonfim, José Antônio dos Santos e o bairro da Barroquinha.

De acordo com relatos dos moradores, o rio começou a encher por volta das 10h da manhã de quinta-feira (11) e logo encobriu a ponte, que tem cerca de 10 metros de altura. Conforme os moradores, a água atingiu uma altura de cerca de dois metros acima da ponte.

A ponte é a única via que liga o centro da cidade ao bairro Sanharol, além de povoados como Doçura, Queimada do Meio, Tiririca, Serrotinho, Lagoa do Velho, Jitaí, Ilha de São José, Gasparino Mocambo, Macaco, Jardim, Lagoas I e II, Calderão I e II e assentamento Ronco Gibão. A ponte também dá acesso à estrada que leva aos municípios de Sítio do Quinto, Pedro Alexandre e Jeremoabo.

Segundo o prefeito da cidade, Carlinhos Sobral, entre 100 e 150 famílias estão desalojadas, o que corresponde a cerca de 500 pessoas.

"Não houve nenhuma fatalidade, os prejuízos são materiais. Estamos trabalhando para suprir a população com alimentos, médicos, enfermeiros, para a gente tentar amenizar essa catástrofe, principalmente para aqueles que perderam suas casas. Hoje vamos fazer levantamento. Ainda não temos ideia de quantos imóveis desabaram. Estamos levantando todos os danos, porque a água começou a baixar hoje", explicou Sobral.

 

 

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