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Política

PDT muda o tom e não fala mais em expulsão de Tabata e dissidentes que votaram a favor da Previdência

por Redação Radar da Bahia no dia 11 de July de 2019 às 18:18
Foto: Dida Sampaio / Estadão

Os líderes do PDT já não falam mais em expulsar integrantes que votou a favor da reforma da Previdência. Correligionários buscam alternativas contra a deputada Tabata Amaral (SP) e os outros sete deputados que apoiaram as mudanças nas regras da aposentadoria.

Carlos Lupi, presidente do PDT, admitiu o recuo a aliados em conversas informais feitas após a votação e na manhã desta quinta-feira. Os dirigentes do PDT avaliam, contudo, que é necessário a abertura de um processo disciplinar “para dar exemplo”, mas que a expulsão da sigla não seria de interesse da legenda.

Um grupo de Lupi quer uma advertência pública aos parlamentares infiéis. Os deputados que votaram contra a reforma pedem que os infiéis percam “espaço político” na Casa e na legenda. Tabata Amaral é o principal alvo da bancada. Os deputados querem ela fora da vice-liderança da legenda e das comissões, como Educação.

Nesta quinta-feira (11), Lupi afirmou que o partido também vai reavaliar a possibilidade de lançar Tabata à prefeitura de São Paulo no ano que vem. Quarta mais votada nas últimas eleições, a deputada era uma das principais apostas do partido no ano que vem. “Claro que o partido em São Paulo vai reavaliar tudo isso”, afirmou Lupi pela manhã no Rio.

De acordo com o Estadão, a posição pública de Tabata antes da votação – que chegou a fazer vídeo nas redes sociais explicando seu voto – incentivou outros dissidentes. Lupi e o líder do partido na Câmara, André Figueiredo (CE), avaliaram a aliados que a posição da parlamentar foi usada para justificar debandada na hora da votação. 

A intenção do era, ao menos, convencer os  favoráveis a proposta a se absterem na hora da votação. “A expulsão seria um prêmio”, afirmou um dirigente ao Estado. Outros sete pedetistas votaram a favor do texto-base da reforma: Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) e Subtenente Gonzaga (MG).

Os dirigentes ouvidos pelo jornal avaliam que a expulsão não garantiria o mandato ao partido, impactando na representação da legenda na Câmara e sua participação no fundo partidário. A avaliação é que há entendimento no Tribunal Superior Eleitoral garantindo o parlamentar o mandato em caso de expulsão da agremiação.

 

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