publicidade

Saúde & Bem Estar

Estudo identifica 2 casos de bebês em que microcefalia foi revertida

por Redação Radar da Bahia no dia 10 de July de 2019 às 19:34
Foto: Reprodução

Um grupo internacional de pesquisadores verificou que, em alguns casos, crianças com microcefalia e filhas de mulheres grávidas que pegaram o vírus da zika podem retomar um desenvolvimento neurológico normal. No estudo publicado na revista "Nature Medicine" na última segunda-feira (8), cientistas de uma cooperação que inclui a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, observaram dois casos de crianças com microcefalia que recuperaram seu desenvolvimento. As informações são do G1.

Os cientistas acompanharam 244 mulheres grávidas – em qualquer etapa da gestação – a partir do momento em que apresentaram sintomas parecidos com os da zika, como febre e erupções na pele, nos laboratórios da Fiocruz no Rio de Janeiro, entre 2015 e 2016. O período compreende a época em que a zika foi uma epidemia na cidade.

Após a confirmação da presença do vírus em 216 dessas mulheres, o desenvolvimento neurológico dos bebês continuou sendo monitorado, por meio de diferentes técnicas, como as da chamada Escala Bayley, que acompanha comportamentos cognitivos, linguísticos, motores, social-emocional e adaptativo de cada criança. Eles foram estudados enquanto tinham de 7 a 32 meses de idade.

E, desses oito casos, dois foram revertidos. Um dos bebês desenvolveu a circunferência normal da cabeça conforme crescia, e o outro voltou a formar essa circunferência após uma cirurgia no crânio. Em ambos os casos, o desenvolvimento neurológico das crianças foi normalizado – e confirmado aos dois anos de idade.

Ressalvas

Por outro lado, os cientistas ainda não sabem explicar com precisão os motivos da reversão do quadro desses dois pacientes.

Além disso, houve outras duas crianças que nasceram sem os sinais da microcefalia, mas vieram a desenvolver o problema conforme cresceram. Isso, porém, não surpreendeu os pesquisadores, já que pode acontecer com os filhos de mães infectadas.

"Em nossa opinião, todas as crianças que nascem de mães com infecção do vírus da zika durante a gravidez deveriam ser acompanhadas longitudinalmente nos primeiros três anos de vida, por um time multidisciplinar, com avaliações bianuais de seu neurodesenvolvimento, oftalmológicas e auditivas, mesmo se os primeiros testes forem normais", afirmam os pesquisadores no artigo da "Nature Medicine".

Notícias: Saúde & Bem Estar

publicidade

publicidade

© Copyright 2018 - Radar da Bahia - Grupo Radar