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URGENTE! Tribunal Militar liberta nove militares que fuzilaram carro de músico no Rio

por Neison Cerqueira no dia 23 de May de 2019 às 17:35
Foto: Reprodução / TV Globo

Nove dos 12 militares envolvidos na morte do músico Evaldo dos Santos Rosa e do catador de materiais recicláveis, Luciano Macedo, foram soltos nesta quinta-feira (23), por decisão dos ministros do Superior Tribunal Militar (STM). Eles estavam presos desde abril por ordem da Justiça Militar.

As investigações da Polícia Civil apontaram que o carro do músico foi alvejado por um grupamento militar por mais de 80 tiros. Evaldo morreu no fuzilamento, mas familiares dele que também estavam no veículo conseguiram escapar.

O delegado responsável pelo caso afirmou que "tudo indica" que os militares confundiram o carro do músico com o de assaltantes. O caso ocorreu em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, em 7 de abril. O catador de materiais recicláveis Luciano Macedo, que passava no local e tentou ajudar a família, também foi atingido e morreu dias depois.

O STM, mais alta Corte da Justiça Militar, é formado por 15 ministros, sendo quatro integrantes do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. O presidente do tribunal só vota em casos de empate.

No julgamento, mais seis magistrados do STM acompanharam a corrente favorável à soltura dos militares. Barroso Filho, um dos magistrados que votou a favor da concessão de liberdade aos soldados, recomendou que o tenente Ítalo, integrante do grupo patente mais alta, permanecesse preso. O ministro sugeriu três medidas cautelares aos outros oito militares:

- recolhimento domiciliar noturno (das 20h às 5h) até o último interrogatório do processo

- proibição de portarem armas em atividades laborais externas

- proibição de participarem de ações de Garantia da Lei e da Ordem

Em seu voto, Barroso Filho também argumentou que os soldados não poderiam mais atrapalhar as investigações. No entanto, o magistrado ponderou que o tenente Ítalo, oficial que chefiava o grupamento na ocasião em que ocorreu o fuzilamento do carro do músico, poderia coagir testemunhas e os outros réus.

 

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