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CASO BERNARDO: madrasta confessa que matou menino e inocenta pai; relembre o crime

por Bernardo Rego no dia 14 de March de 2019 às 16:55
Foto: Ilustração

Nesta quarta-feira (14), Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo, depôs no Fórum da cidade de Passos, ao norte do Rio Grande do Sul. Ela afirmou que a maioria dos fatos ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeiro. "O Leandro não tem nada a ver, só quero o perdão dele. O Leandro não tem nada a ver com isso, é tudo culpa minha.", afirmou a enfermeira, acusada de homicídio triplamente qualificado, sobre envolvimento na morte do garoto.

Esta foi a primeira vez que Graciele prestou esclarecimentos publicamente sobre o crime.

Ao depor, ela afirmou que levou Bernardo com ela na viagem a Frederico Westphalen, distante cerca de 430 quilômetros da capital, e que o menino estava muito agitado. Para acalmá-lo, a enfermeira deu cinco doses do medicamento ritalina para o garoto. "De repente eu olhei, ele estava encostado, babando... levantei a camiseta dele e vi que não tinha movimento respiratório. Chacoalhei, mexi ele e nada", lembrou.

A enfermeira admitiu que preferiu esconder o corpo da criança devido à relação dela com o marido e pai da vítima, o médico Leandro Ugulini. "Admito que dissimulei. Tentei de todas formas agir de forma normal para Leandro não desconfiar", contou.

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