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Polemizando

Os erros de Enderson Moreira e a eliminação do milhão do Bahia na Sul-Americana

por Neison Cerqueira no dia 22 de February de 2019 às 15:00
Foto: Divulgação / EC Bahia

Assim como ano passado, o Bahia repetiu a façanha e perdeu a chance de ganhar uma boa grana sendo eliminado de competições importantes por times sem expressão. Diante do Sampaio Correia, a perda do título do Nordeste, numa Fonte Nova atochada de gente, o tricolor decepcionou em casa e viu o adversário levantar a taça na Arena. 

Em 2019, cinco competições para disputar, quatro delas em andamento. As principais: copas do Nordeste, Sul-Americana e do Brasil (por ser mais rentável). Elenco montado ainda no início do ano, treinador com diversas opções, mas dentro de campo, a equipe ainda não se encontrou. Discorro.

A eliminação para o modesto Liverpool do Uruguai foi um balde de água fria para as pretensões dos dirigentes do Esquadrão, que contavam ao menos com que a equipe chegasse na segunda fase da competição internacional. Ledo engano: o Bahia volta para Salvador com US$ 375 mil, algo em torno de R$ 1,4 milhões, a menos nos cofres. 

Esse déficit tem dono e se chama Enderson Moreira, maior responsável por essa eliminação por não ser ousado.

O treinador tricolor até escalou um time ofensivo, que pressionou o adversário e os sustos foram pontuais. No entanto, dentro de campo e precisando vencer, a equipe praticou aquele futebol que posso chamar de arame liso: cercou, cercou e... nada. Sem jogadas trabalhadas, o Bahia parou na retranca da equipe uruguaia que só fez se defender nos 180 minutos. Noves fora, contou com o azar na cobrança de falta de Jackson que carimbou o poste esquerdo de Jorge Bava. 

Podendo assumir o protagonismo da partida, o claudicante Enderson fez escolhas erradas: as saídas de Artur e Gilberto* - este alegou cansaço para deixar o jogo, o que deixou a equipe sem força ofensiva. A entrada de Guilherme precisa ser entendida. Seja como titular ou entrando no decorrer da partida, o meia-atacante, que chegou com pompa, ainda não disse para que veio. E a insistência, por quê? Lançados os impropérios à torcida.

Enderson tem um bom material humano nas mãos e pode fazer mais. Calendário inchado não poderá mais ser usado como desculpa: agora o time tem uma competição a menos. E mesmo achando o calendário da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ruim, entendo que um treinador que poupa atletas para jogar partidas importantes não pode cometer erros como os de ontem. Cansaço? 

E não foi a primeira vez: tem sido recorrente. 

O time de Enderson mostrou mais uma vez que não consegue criar alternativas para furar uma equipe que joga na retranca, não mostra variações táticas e o treinador tem sido muito previsível nas mudanças. Aí complica, professor!

O jogo precisa seguir e que o peso dessa eliminação sirva de lição para amadurecimento de um grupo que pode - muito - mais. O Bahia seguirá com suas metas neste primeiro semestre, mas fato é que em 2019, o tricolor já encontrou o seu Sampaio Correia.

 

*Em entrevista coletiva após a partida, Gilberto disse aos jornalistas que pediu para sair. A informação foi  confirmada pela assessoria do Bahia. Assistindo ao jogo, não percebi ter sido esse o motivo. A entrada de Guilherme irritou o torcedor que não entendeu o motivo. Explico: Enderson não levou outro nove para o banco. 

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