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Saúde & Bem Estar

Consumo excessivo de álcool pode alterar DNA, diz estudo

por Bernardo Rego no dia 12 de February de 2019 às 14:00
Foto: © iStock (Foto ilustrativa)

Para aqueles que pensam que a ingestão de álcool não causa nenhum prejuízo, os riscos são enormes. De acordo com um estudo da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, o consumo excessivo de álcool pode causar mudanças no DNA, fazendo com que os indivíduos tenham cada vez mais vontade de beber. 

Uma equipe de investigadores analisou os genes de consumidores moderados de álcool, de consumidores excessivos e dos chamados ‘binge drinkers’ – os que bebem uma grande quantidade de álcool num curto espaço de tempo.

Os cientistas concluíram que os dois últimos grupos – os consumidores excessivos e os ‘binge drinkers’ – apresentavam dois genes modificados sob influência do álcool, por um processo chamado de metilação.

Nesses grupos de pessoas, as mudanças genéticas levam a alterações no relógio biológico do corpo, no sistema de resposta ao estresse e – o que é mais grave – na vulnerabilidade ao próprio álcool: ou seja, as pessoas começam a beber cada vez mais para tentarem acalmar o estresse. Cria-se assim um círculo vicioso: quanto mais se bebe álcool, maior é a necessidade de ingerir a bebida.

"Isso pode ajudar a explicar o motivo pelo qual o alcoolismo é um vício tão poderoso. Também pode, algum dia, contribuir para novas formas de tratá-lo ou ajudar a prevenir que as pessoas se tornem viciadas”, disse Dipak K. Sarkar, principal autor do estudo.

 

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