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O Ba-Vi merece ter torcida única?

por Redação Radar da Bahia no dia 03 de February de 2019 às 13:45
Foto: Divulgação / Itaipava Arena Fonte Nova

Por Neison Cerqueira e Paulo Araújo

 

O clássico Ba-Vi. Nas arquibancadas, o vermelho, azul e branco do Bahia de um lado. Do outro, o vermelho e preto do Vitória. Cenário que se repetia nos campeonatos estaduais, regionais e nacional. Hoje, é só história.

Desde 2017, torcedores de Bahia e Vitória não dividem mais as arquibancadas. A violência foi - e continua sendo - o motivo central para tal medida, mas o que mudou depois de tornar o maior clássico do Norte-Nordeste com torcida única? Nada!

Apesar da decisão do Ministério Público da Bahia (MP-BA) ser acatada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Bahiana de Futebol (FBF), torcedores de Bahia e Vitória divergem da medida. A violência não melhorou em nada e os dados estão aí para comprovar.

A determinação de ter apenas uma torcida no estádio em dia de clássico foi motivada pela morte do jovem Carlos Henrique Santos de Deus, de apenas 18 anos, no dia 9 de abril de 2017. Ele morreu após confronto entre organizadas dos dois clubes. Desde então, o único clássico que contou com duas torcidas foi realizado no dia 18 de fevereiro de 2018, em um jogo marcado por confusões dentro e fora do gramado do Barradão. Péssimo exemplo.

Os dados continuam sendo desfavoráveis: quatro torcedores do Bahia baleados em um ataque à Sede da Bamor, no Dique do Tororó: Daniel Sena Duarte, Hugo dos Santos e Iuri Campos Freitas Souza. Um morreu: Antonio Marcos Sadela. Um toque aos órgãos responsáveis: é necessário reaver alguns pontos, sobretudo, o de privar o torcedor de fazer aquilo mais ama: assistir ao espetáculo. Quem sai perdendo nisso é aquele (a) que veste as cores dos clubes, que abrilhantam a festa.

 

PONTOS POSITIVOS

1) Segurança

Jogos com torcida única, em regra são mais seguros. O entorno do estádio é mais tranquilo e as famílias ficam mais à vontade para ir ao evento.

2) Maior renda para o clube mandante

Jogos com torcida única não exigem separação de setores, ou seja, o clube mandante pode vender a lotação máxima do estádio, o que representa mais renda para o mandante.

3) Menor número de policiais na segurança do evento

Vivemos em um país onde 60 mil pessoas são assassinadas por ano. A segurança pública é um caos. Não faz sentido deslocar um grande efetivo policial para fazer a segurança de um evento privado, como um jogo de futebol. O clube mandante pode e deve contratar segurança particular, enquanto que o poder público emprega o mínimo de policiais necessários na segurança do jogo, o que garante mais policiamento nas ruas, que é o que realmente importa.

4) Pressão no adversário

Clássicos com torcida única representam um estádio praticamente inteiro pressionando o adversário. Sem canto rival, sem celebração de gol do outro time. São só os mandantes, tentando impor o máximo de pressão possível ao visitante.

 

PONTOS NEGATIVOS

Em um giro pelas redes sociais, conseguimos identificar alguns pontos negativos expostos por torcedores das duas equipes, mas o principal dele é que um dos lados sofre. Por parte dos torcedores do Bahia, o Barradão, mando de campo do Vitória, é o principal impasse. Em breve discussão, o local de acesso para a torcida visitante é bastante criticado e conhecido como “curral”. Pelo lado do Vitória, sem muitas reclamações. Apenas o querer estar dentro do estádio vibrando com a equipe.

Apesar das controvérsias, fato é que o clássico perde um pouco o brilho.

O “Bahêa” e o “Nêgo” entoados das arquibancadas são mais bonitos em uníssono.

 

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