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EXCLUSIVO! Há oito meses família espera por justiça, após bebê morrer no parto em hospital de Amargosa

por Lucas Salles no dia 24 de January de 2019 às 10:34
Foto: Reprodução

A espera de uma mulher de 38 anos pelo seu segundo filho se tornou o seu maior pesadelo. Nos dias 4, 5, 7, e 12 de maio do ano passado Solange de Jesus Oliveira deu entrada para ter seu bebê no Hospital Municipal de Amargosa, centro sul da Bahia. Em todas essas vezes, a mesma foi instruída a ir para casa por não estar no momento certo para dar à luz.

Em 18 de maio de 2018, ela deu novamente entrada foi aceita e seu pesadelo começou: seu bebê nasceu sem vida. Conforme contato da irmã de Solange, com o Radar da Bahia, Rosemari Maria de Jesus, de 45 anos, o hospital foi negligente e o principal culpado na morte do menino.

“Eles diziam que não estavam na hora, mas estava sim. Minha irmã estava sangrando, agoniando de dor. Mataram o bebê da minha irmã. Falamos que ela não poderia ter seu filhinho normal, era para ser cezário, não fizeram e tiraram a vida do nosso filhinho”, relatou Rosemari aos prantos.

Rosemari ainda contou que Solange entrou no Hospital com a bolsa estourada, sentindo fortes dores e iniciando o processo de trabalho de parto. No entanto, as enfermeiras que as acompanharam afirmaram não estar no momento certo, encaminhando-a para realizar exercícios que fariam com que ela entrasse em processo de parto normal, o que nunca iria acontecer.

Ela enfatiza que as enfermeiras sabiam desde o início que sua irmã não tinha passagem para a criança, já que a criança era muito grande.

“Elas fizeram maldade demais. Mandaram minha irmã ficar fazendo exercícios. Elas ao invés de nos ajudar fizeram ‘ora’ da cara da gente dizendo que até ‘É O Tchan’ e ‘Pagode’ ela poderia dançar, menos ‘Igor Kannário’. Quando elas viram que ficar fazendo exercícios não iria adiantar, nos mandaram para a sala de parto, puxaram a cabeça da criança, foi terrível”, contou Rose.

A parente do falecido bebê disse que toda a família se mobilizou, foi até a justiça, prestaram as devidas queixas, mas até o momento nada foi feito. Ao todo, já são oito meses de muita dor e sofrimento.

“O hospital não fez nada, a Justiça não faz nada e fica só nesse ‘sobe em cima, desce em baixo’. Ninguém faz nada. Estamos sofrendo. Queremos justiça, clamamos por justiça. É dor demais”, disse emocionada Rosemari.

O Radar da Bahia vai entrar em contato com o Hospital de Amargosa para saber um posicionamento do mesmo acerca do caso.

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