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“Eu não disse, você interpretou errado”: o Bolsonarismo e demonização da imprensa

por Neison Cerqueira no dia 18 de December de 2018 às 16:57
Foto: Divulgação

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que ainda nem assumiu o Palácio do Planalto, mas já planta suas sementinhas para o que pode ser colhido pela população e a imprensa nos próximos quatro anos. Nos últimos dias, o escândalo envolvendo a família Bolsonaro tomou conta da imprensa, após a divulgação dos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

[Ministério Público do Rio abriu 22 procedimentos de investigação criminal com base no relatório que apontou movimentações atípicas em contas de pelo menos 20 assessores de deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre eles, o policial militar Fabricio José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL)]

Não há o que questionar: o governo foi eleito por opção da maioria, que exerceu a democracia e fim. Em tese, o que se questiona são as atitudes por parte dos ‘Bolsonaros’, que perpassam de gosto ou apreço: não tem limite. A equipe do governo Bolsonaro tem trabalhado veementemente para distorcer o que tem sido divulgado pelos veículos de comunicação. O silêncio no “Caso Queiroz” é um tapa de luva de pelica na sociedade. O “convidei e desconvidei” envolvendo os convites da posse para Cuba e Venezuela, também. 

Existe uma diferença entre a divulgação da informação, que é feita por um jornalismo sério e veículos extremamente respeitados. Outra situação é o eleitor - dos Bolsonaros - fechar os olhos e demonizar esses veículos, usando como subterfúgios a perseguição da imprensa para com o presidente - que só foi eleito. 

O ‘Bolsonarismo’ tem utilizado o método eficiente de desqualificar e emparedar a imprensa. Não sei se proposital, não me cabe julgar e minha visão por alto é apenas por, além de fazer parte da imprensa, ser cidadão. Os Bolsonaros e sua equipe plantam uma informação e a deixam circular para testar reações, e então, de forma simples e natural, desmentem o que já foi dito. Classifico-o como ‘disse-desdisse’: “eu não falei isso, você interpretou errado”.

Reforçando o não me cabe julgar, talvez (muito talvez) não seja a prática original, mas tem funcionado – e muito bem. É só dar um giro nas redes sociais ou conversar com quem o apoia. O presidente eleito, mas que ainda nem assumiu, já era um Deus para os seus antes mesmo de vencer o pleito de outubro.

E olha... que perigo!

 

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