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TENSO! Guerra comercial entre EUA e China pode acabar em conflito militar; entenda

por Redação Radar da Bahia no dia 06 de December de 2018 às 09:31
Foto: Reprodução

A disputa bélica na prática pode ser uma última etapa da guerra comercial de EUA e China. Quem tem mais poder militar? Alguns analistas consideram que a guerra comercial de EUA e China tem chances de resultar nas batalhas militares, o que seria talvez um início da Terceira Guerra Mundial. Vale lembrar que as duas Grandes Guerras também começaram por questões econômicas entre as potências do mundo. Hoje ambos os lados sabem que se usarem armas químicas para atacar, haverá prejuízos irreparáveis em todo mundo.

Tensões no Mar da China Meridional

O domínio militar parece ser um tema em alta como a disputa pela dominação da economia mundial entre chineses e americanos. No segundo semestre de 2018, o destróier chinês Luang navegou a apenas 41 metros da proa do contratorpedeiro USS Decatur que navegava no Mar do Sul da China, próximo às disputadas ilhas Spratly.

Por causa desta suposta "perseguição" o destróier americano teve que realizar uma manobra um pouco arriscada, gerando tempero adicional para a já acirrada guerra entre as grandes potências.

Um Passo para o Conflito

Segundo Timothy Health, analista da Rand Corporation, uma empresa especializada em estudos de defesa nacional, a distância entre os dois veículos militares foi a mais próxima registrada em toda história. Health indica que chineses estão mais dispostos em testar os americanos nos mares asiáticos, atualmente.

A capital chinesa, Pequim, local no qual está sediado o governo chinês, não gostou nada do acontecimento e acusaram os norte-americanos de ameaçarem a segurança e a soberania da China. Este fato foi apenas um dos diversos incidentes militares entre ambas as partes.

Fúria da China

Como represália, governantes chineses cancelaram um encontro entre o general Wei Fenghe e Jim Mattis, secretário de defesa dos Estados Unidos da América. Também foi cancelada uma reunião dos chefes da Marinha das duas nações, assim como a visita chinesa ao navio militar americano, no porto de Hong Kong.

Estes fatores ocorreram poucos dias depois que nas águas do Mar da China Oriental, onde os norte-americanos junto com japoneses testaram bombardeiros B-52, além de voarem nos céus da região.

Os acontecimentos evidenciam uma forma diferente nas interferências militares das duas nações mais poderosas do mundo. O resultado da guerra comercial de EUA e China não tem tanta importância diante dos estragos econômicos em caso de conflito bélico entre as potências.

Conduta em Código: Estados Unidos x China

Apesar de terem assinado, em 2014, um Código de Conduta para evitar problemas nas marinhas dos dois lados, diante do evento da perseguição ao destróier americano, os analistas apontam que existem sérias motivações políticas, decorrentes da guerra comercial, para o incidente ter sido originado por Pequim ou pelo capitão chinês.

Hong Kong também tem relação com a guerra comercial de EUA e China, além de participar do acirramento entre as duas potências em termos militares. Pequim ficou furiosa quando Donald Trump não impôs barreiras para a venda de armamento pesado à Hong Kong, uma ilha considerada como rebelde pelo governo chinês. Em contrapartida, quando China adquiriu caças e sistemas de mísseis terra da Rússia, o presidente Trump impôs sanções aos chineses.

Isto tudo, somado ao abarque dos 200 bilhões de dólares em consequência das sobretaxas nas importações chinesas, acirra ainda mais o conflito.

A Rivalidade de Longa Data

Em 2001, ano no qual a China foi incluída na OMC (Organização Mundial de Comércio), houve a colisão aérea entre uma aeronave chinesa e um avião americano espião, fato danoso à diplomacia. Sequencialmente, ambos suspenderam as aberturas dos portos para trocas militares.

A tripulação do avião americano ficou detida por mais de 10 dias na ilha Hainan, da China, depois de aterrissar após a colisão. O piloto chinês entrou em óbito.

Uma Questão de Ideologia

Embora seja capitalista nas relações econômicas com o mundo, governantes na República Popular da China ainda têm o viés ideológico de alcançar uma utopia comunista internacional em Pequim.

Após a queda do muro de Berlim que resultou nos Estados Unidos como líderes mundiais soberanos, os doutrinadores da revolução mudaram a estratégia de movimentos armados para chegar ao comunismo via capitalismo internacional, conforme indicam livres pensadores como o brasileiro Olavo de Carvalho.

Por outro lado, Donald Trump tem a cara do capitalismo conservador norte-americano que considera comunistas como inimigos mortais e aprecia medidas protecionistas.

É quase impossível não sentir o cheiro das fumaças da Guerra Fria no conflito comercial de EUA e China junto com as ameaças bélicas.

 

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