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Polemizando

Quem 'pariu' Jair Messias Bolsonaro que balance

por Neison Cerqueira no dia 30 de October de 2018 às 19:32
Foto: Divulgação

Em seu primeiro dia de eleito, o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL) segue com a sua arma, a língua 1.7, afiada. Acompanhei - e confesso ter ficado estarrecido - sua entrevista na noite desta segunda-feira (29) no Jornal Nacional, da TV Globo, onde o ex-militar reformado declarou guerra ao Jornal Folha de S. São Paulo. 

A fala do agora presidente obrigou o simpático William Bonner a dar explicações, defendendo a seriedade do veículo e lembrando ao presidente eleito que existe a liberdade de imprensa. Ou seja, qualquer ação de Bolsonaro contra o referido veículo será tratado como censura. 

Convenhamos, o que tanto o aflige?

A imprensa como todo tem o papel de trabalhar pela população e não “falar o que o governo quer”, conforme explicitou vossa senhoria e entendido nas entrelinhas. A polarização de Bolsonaristas fez as pessoas esquecerem qual é o papel da IMPRENSA. O mais icônico diante disso tudo, é que, ao perceber o crescimento do candidato petista Fernando Haddad no segundo turno das eleições falaram em fraude nas urnas. Bolsonaro ganhou. Calaram-se.

Um governo, presidente (eleito), não precisa ser autoritário. Necessário fazer autocrítica de suas ideologias. Afinar um discurso de unificação em detrimento ao que vem sendo pregado pelo palaciano e seu eleitores. Bolsonaro, conforme já escrito em outros textos nesta coluna, sempre apresentou ser um candidato perigoso e isso se confirma no decorrer dos dias. 

Sua falta de conhecimento em áreas essenciais da nossa nação não pode passar despercebida e muito menos ser tratada com desimportância. A responsabilidade  - que tanto galgou  -  é toda sua. Sua e de quem te apoia. Vou parafrasear o ditado popular: 'Quem pariu Jair Messias Bolsonaro que balance', porque eu tô fora. 

Antes que chovam críticas, espero que entendam que esta coluna trata-se de texto opinativo e antes que o pior aconteça com toda imprensa, ainda tenho o direito, pelo menos até o dia 31 de dezembro de 2018, de exercer a minha liberdade de expressão e imprensa. Ademais, desejo sorte ao presidente eleito, e assim como ele, todos irão precisar. 

Por fim, fica a reflexão: "Aqueles que deveriam cuidar da Constituição estupraram tanto a coitada até que, certo dia, ela apareceu grávida... e deu no que deu: pariu o Bolsonaro", via *Conversa Afiada.

 

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