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Eleições 2018

TEVE DE TUDO! Confira os 10 fatos que marcaram as eleições de 2018

por Redação Radar da Bahia no dia 29 de October de 2018 às 08:25
Foto: Reprodução

Sem sombra de dúvidas essas eleições vai entrar para a história do país. Fatos marcantes envolveram o pleito do início ao fim. Foi a primeira eleição nacional sem doações de empresas, e a primeira em que o presidente eleito sofreu um atentado em plena campanha. Foi a primeira também em que um presidenciável foi substituído por outro, que acabou em segundo lugar.

Houve também protestos nas ruas, nas redes, e até em shows internacionais. Houve brigas nas famílias, atos de violência, e morte. As informações falsas abundaram, assim como as checagens e desmentidos.

Confira, abaixo, os 10 fatos que marcaram as eleições de 2018 ( Fonte G1):

1 - Presidenciável esfaqueado

No dia 6 de setembro, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) levou uma facada na região do abdômen quando era carregado nos ombros durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante e disse que agiu por "motivações religiosas, de cunho político". Em 4 de outubro, ele virou réu por crime contra segurança nacional após a Justiça aceitar denúncia feita pelo Ministério Público Federal. Bolsonaro passou por duas cirurgias, ficou 23 dias internado e, ao deixar o hospital, seguiu para cumprir repouso médico em sua casa no Rio de Janeiro. Impedido de fazer campanhas nas ruas, o candidato intensificou suas postagens nas redes sociais.

2 - Presidenciável substituído

Vinte e seis dias após o início oficial da campanha eleitoral, o PT anunciou a candidatura de Fernando Haddad à presidência. O partido, até então, travava uma briga na Justiça para garantir Lula como candidato. Em 1º de setembro, porém, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitaram a candidatura do ex-presidente – preso desde o começo de abril após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex em Guarujá a 12 anos e 1 mês, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. No último dia do prazo dado pelo TSE para que Lula fosse substituído, o PT oficializou Haddad (PT) como candidato em anúncio feito em Curitiba.

3 - Morte de capoeirista e outros casos de violência

Na madrugada de 8 de setembro, horas após a votação do primeiro turno das eleições, o barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, matou a facadas o capoeirista Moa do Katendê, de 63 anos, em Salvador. Segundo a polícia, Moa teria criticado o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), gerando desentendimento com o suspeito. Após o caso, Bolsonaro e Haddad fizeram apelo contra a violência na campanha. Paulo Sérgio foi denunciado e virou réu, acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e defesa da vítima. Ele nega que a motivação do crime tenha sido política.

4 - Mensagens falsas

O fenômeno da desinformação, inicialmente conhecido como das "fake news" e que foi visto em eleições nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França, na Alemanha, no México, ocorreu também no Brasil. Aqui, virou assunto entre eleitores, gerou troca de acusações entre candidatos e ações na Justiça Eleitoral. O serviço Fato ou Fake, do G1, conferiu mais de 170 boatos, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma página para esclarecer os eleitores sobre mensagens falsas e que circulam em redes sociais.

5 - Primeira eleição sem debate no 2º turno

Pela primeira vez desde a redemocratização, não haverá debate entre os candidatos que disputam o 2º turno da eleição presidencial, pois Jair Bolsonaro (PSL) decidiu não participar. “Segundo fui informado tenho restrições, eu poderia me submeter a uma aventura, de participar de um debate, de duas ou três horas, mas poderia ter uma consequência péssima para a minha saúde”, disse ele, em 18 de outubro. De acordo com os médicos do candidato, o comparecimento dependia dele. Ou seja, do ponto de vista clínico, o presidenciável estaria liberado.

6 - Renovação no Congresso

As eleições de 2018 resultaram numa grande renovação no Congresso. A Câmara passou pela maior mudança nos últimos 20 anos: 47%. Dos 513 eleitos, 243 deputados são de primeiro mandato. O partido que mais cresceu foi o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro. Tinha oito parlamentares e passou para 52, a segunda maior bancada. O número de mulheres também aumentou: foi de 51 em 2014 para 77 neste ano. O Senado, por sua vez, passou pela maior renovação desde a redemocratização: dos 32 senadores que tentaram a reeleição, só 8 conseguiram. O número de mulheres na Casa, porém, se manteve em 7, o mesmo de 2010, última eleição em que foram eleitos 54 senadores.

7 - Brigas de família

As divergências políticas desta eleição geraram debates acalorados e mesmo algumas brigas nos grupos de WhatsApp familiares. Postagens no Twitter com a frase “briga no grupo de família” dispararam a partir de agosto, quando teve início a campanha eleitoral”. O mesmo aconteceu com a frase “saí do grupo da família”.

8 - Reação dos ministros do STF a fala de deputado mais votado

Um vídeo gravado 4 meses atrás em que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reeleito com a maior votação da história, afirma que ‘basta um soldado e um cabo’ para fechar o STF repercutiu na reta final da campanha, e causou reação dos ministros da Corte. Dias Toffoli, que presidente o Supremo, afirmou que “atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia” . O decano do STF, Celso de Mello, afirmou que ‘votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica”. Alexandre de Moraes classificou a fala como crime de ‘incitar animosidade entre Forças Armadas e instituições civis’. Após a repercussão do vídeo, o deputado disse que citou apenas uma brincadeira que diz ter ouvido na rua e pediu desculpas. Jair Bolsonaro, pai de Eduardo também pediu desculpas.

9 - Protestos

Manifestações a favor e contra o presidenciável Jair Bolsonaro ocorreram em diversas cidades tanto no primeiro como no segundo turno. Em 29 de setembro, o movimento #Elenão, convocado por redes sociais, realizou atos em 114 cidades dos 26 estados e do DF. No mesmo dia, atos a favor de Bolsonaro ocorreram em 40 cidades de 16 estados. No último fim de semana, os protestos se repetiram, mas em menor escala. O músico Roger Waters, que fazia a turnê “Us + Them” no Brasil, foi aplaudido e vaiado ao se posicionar contra o candidato em shows em São Paulo e no Rio de Janeiro.

10 - Fim das doações de empresas

A eleição de 2018 foi a primeira nacional desde que o STF proibiu a doação de empresas, em 2015. Os candidatos, então, tiveram de contar com os recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, além de doações de pessoas físicas, que puderam doar diretamente aos candidatos ou por meio de vaquinhas virtuais.

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