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Política

Ministro do TCU é denunciado pela PGR por tráfico de influência

por Neison Cerqueira no dia 12 de outubro de 2018 às 09:33
Foto: Agência Brasil / Valter Campanato

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, por tráfico de influência, por supostamente terem negociado e recebido R$ 2,2 milhões da empresa UTC Engenharia, para influenciar o julgamento de processos referentes a contratos da usina de Angra 3 no valor de R$ 3,2 bilhões enquanto tramitavam no tribunal de contas.

 Além de Cedraz, o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro, e mais duas pessoas também foram denunciados. A UTC era parte de um consórcio de sete construtora que disputava contratos em valores totais de R$ 3,2 bilhões em Angra 3, que eventualmente passaram pela análise do tribunal.

Segundo aponta a denuncia da PGR, Ricardo Pessoa, descrito como líder do esquema, contratou Tiago Cedraz para, junto com o ministro Aroldo Cedraz, interceder em benefício dos interesses do consórcio, em ao menos dois processos.

Conforme a denuncia, o objetivo final era evitar que o TCU impedisse a contratação ou fizesse exigências onerosas às empresas contratadas. A delação de Ricardo Pessoa corroborou a denúncia. As obras em Angra 3, iniciadas em 1983, até hoje não foram concluídas.

O órgão afirma ter comprovado que houve entrega dinheiro em espécie, de forma parcelada, em São Paulo, na sede da UTC e, em Brasília, no endereço onde funciona o escritório de Tiago Cedraz. O primeiro acerto foi firmado em 2012, e os pagamentos foram feitos de forma parcelada e em espécie, até 2014, segundo a PGR.

A PGR aponta Luciano Araújo como recebedor dos pagamentos mensais, e Bruno Galiano, como responsável por dar suporte técnico às tratativas ilícitas. Eles também foram denunciados. O esquema repassou cerca de R$ 2,2 milhões ao longo do período de tramitação dos processos.

 

 

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