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Saúde & Bem Estar

MAL HÁBITO! América Latina tem maior índice de sedentários; Brasil lidera

por Isabela Rocha no dia 05 de setembro de 2018 às 09:32
Foto: Reprodução

Um estudo publicado nesta terça-feira (4), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na revista The Lancet Global Health Journal apontou que 47% da população brasileira adulta não realiza atividades físicas suficientes. 

Durante 15 anos, até 2016, o Brasil foi o país que registrou um dos maiores saltos no que se refere ao porcentual de população com comportamento físico inadequado, ocupando a quinta posição entre os países com as piores taxas no mundo. É um quadro mais comum em mulheres – 53% são consideradas como inativas.

O levantamento avaliou 1,9 milhão de pessoas em 168 países. A OMS alerta que mais de 1,4 bilhão de adultos no mundo correm risco de desenvolver algum tipo de doença por não praticar atividades físicas de forma suficiente. Entre os riscos estão doenças cardiovasculares, diabete, câncer e demência.

A organização considera que um patamar adequado inclui 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 de uma prática intensa. Isso vai de caminhadas a passos rápidos e nadar até ir ao trabalho de bicicleta ou fazer esportes.

O estudo revelou também que uma em cada três mulheres no mundo e um a cada quatro homens não fazem atividades físicas em um nível considerado como suficiente. Desde o início do século, essa taxa tem sem mantida praticamente inalterada.

Para Regina Guthold, principal autora do levantamento, o fenômeno no Brasil está relacionado às rápidas mudanças que ocorreram na sociedade nos últimos 20 anos, com uma maior urbanização, um aumento da classe média, ocupações sedentárias e a explosão do uso de tecnologias. De acordo com a OMS, telefones e computadores ficaram mais populares e mais baratos nos últimos anos, tendo impacto direto no comportamento das pessoas. “Tudo foi muito rápido no Brasil e o País talvez não tenha encontrado uma solução para lidar com essa nova realidade.”

Para a OMS, é necessário que políticas públicas criem oportunidades para que atividades físicas passem a fazer parte da rotina, com acesso a locais seguros. “Isso inclui parques, mas também a possibilidade de ir de bicicleta ao trabalho”, diz Regina. Campanhas para “convidar” as pessoas a serem mais ativas precisam ser realizadas, além de mudanças na estrutura de trabalho.

 

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