publicidade

Polemizando

Permita-me, mas hoje eu preciso falar de Jair Bolsonaro (PSL)

por Neison Cerqueira no dia 29 de agosto de 2018 às 16:35
Foto: Igo Estrela / Reprodução / Metrópoles

O período de entrevistas com os candidatos à Presidência da República é sempre um aporte intelecto e necessário-pensante para o eleitor. Alguns deles se sobressaem com ideias e propostas para mudar de fato a situação em que o país se encontra, mas não é sobre ideais que vos escrevo.

Com sua licença, permita-me: hoje eu preciso falar de Jair Bolsonaro (PSL)!

O candidato citado aparece com um percentual, segundo pesquisas do Ibope e do DataFolha, entre 18-19% das intenções de voto, beirando o segundo turno. Primeiro que é preciso justificar esse percentual. Bolsonaro, com 27 anos de política, não tem preparo algum para assumir Palácio do Planalto, haja vista, em sua atuação como deputado, são cerca de 170 projetos e apenas DOIS aprovados. 

Sua conduta como parlamentar poderia justificar/explicar muita coisa, inclusive. 

Política se discute sim e um presidenciável precisa fazer isso. Ele não consegue responder a nenhuma das perguntas. Tinha essa obrigação. Não o fez. Criou-se um mito - como o denominam a legião que o segue - em cima da imagem de uma pessoa que não justifica pleitear o cargo mor do Estado.

Bolsonaro não tem poderio para governar o país e mostra isso em todo seu vasto desconhecimento sobre temas pontuais. Classificaria, sem medo, como uma bomba atômica caso chegasse ao Planalto. Os discursos de ódio, preconceito, machista e racista são fundamentados em uma ideologia que é própria. Quem o idolatra coaduna com o que ele pensa e expõe. Opinião minha.

Arriscar entregar o país nas mãos de alguém que não sabe o que vai fazer quando o assunto é economia, educação e políticas sociais, que, propositalmente desconhece a ideologia de gêneros e trata a homofobia como algo fútil - e problematiza fazendo com que seus eleitores acreditem nessa inverdade, que enxerga a solução na segurança com o desarmamento, é de fato necessário se esforçar um pouco e pensar mais acerca. Nos Estados Unidos, por exemplo, as notícias sobre as tragédias que acontecem devido ao uso deliberado de armas não são boas.

Um país que está dividido precisaria mesmo dessa medida?

Quem idolatra e enxerga Bolsonaro como solução, precisa, assim como ele, se ater aos fatos: não é armando a população que as coisas serão resolvidas. Não é ensinando seu filho menor de idade a atirar que as coisas irão mudar. Não dá para levar a sério um candidato que prefere bala à educação, que acha normal mulheres receberem menos que homens...

Venderam uma imagem de um “patriota” que não conhece, a fundo, os quatro cantos do Brasil. 

Bolsonaro não merece ser visto como solução, e sim ameaça. Dentro dessa porcentagem, ele tem a preferência  de 40% dos homens. Não sei se isso significa alguma coisa, mas é assustador. Não é bonito e muito menos honroso, eleitor, o candidato dizer que um “policial que mata 10, 15, 20 precisa ser condecorado”. Você consegue pensar nos inocentes (sim, seja capaz disso!), tendo nós, brasileiros, a polícia mais violenta do mundo? 

Um candidato que explicita em rede nacional que o trabalhador precisará escolher entre direito e emprego não está pensando macro. Como será gerida a economia do país, já que por diversas vezes Bolsonaro mostrou-se não entender do assunto? No entanto, o seu público deve ter gostado de suas falácias absurdas para conter a violência e mentir no sobre o kit gay. O deputado-militar-valente pelo visto está bem treinado!

Vai ser necessário atualizar as definições de mito. Bolsonaro pode ser TUDO para muitos, mas se tem uma coisa que ele não está, é preparado para ser PRESIDENTE DA REPÚBLICA!

Notícias: Polemizando

publicidade

publicidade

© Copyright 2018 - Radar da Bahia - Grupo Radar