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Brasil

CNI aponta que medo do desemprego é um dos maiores em 22 anos

por Jones Araújo no dia 11 de julho de 2018 às 10:53
Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Poucas vezes nos últimos 22 anos os brasileiros ficaram tão preocupados com o mercado de trabalho quanto agora, isso foi revelado em um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em junho, o Índice de Medo do Desemprego (IMD) cresceu 4,2 pontos em relação a março, e atingiu 67,9 pontos, o maior da série histórica do levantamento iniciada em maio de 1996, empatado com os índices de maio de 1999 e de junho de 2016

Com 18,3 pontos acima da média histórica, o índice de junho é de 49,6 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos e, quanto maior o valor, maior o temor. O receio vem crescendo mais no segmento masculino, segundo o levantamento. Entre as mulheres o medo teve alta de 2,8 pontos de março a junho, o aumento é de 5,6 pontos. Mesmo com a alta no público masculino, as mulheres continuam sendo a parcela da população com mais medo do desemprego que os homens, com índice de 71,1 pontos e eles, 64,5 pontos.

Entre os brasileiros com menor grau de instrução, a preocupação maior com emprego também persiste. O indicador sobe de 62 para 72,4 pontos, o equivalente a um aumento de 10,4 pontos. Entre os que possuem educação superior, o IMD passa de 59,9 para 60,5 pontos, o menor entre os extratos de grau de instrução.

 

Indice de Satisfação

Outro levantamento divulgado nesta quarta-feira (11) pela CNI, revelou que o Índice de Satisfação com a Vida também teve uma piora, e caiu para 64,8 pontos, o menor nível desde junho de 2016, quando alcançou 64,5 pontos. Esse indicador também varia de zero a cem pontos. Quanto menor o indicador, menor é a satisfação com a vida.

A satisfação com a vida está menor na Região Sul, onde o indicador caiu 5,3 pontos entre março e junho e ficou em 63,8 pontos. Nas demais regiões, a retração foi inferior a 2,3 pontos. Depois do Sul, a satisfação com a vida é menor no Norte/Centro-Oeste (64,9 pontos), seguido de Nordeste (65 pontos) e Sudeste (65,1 pontos)

Os dois levantamentos são trimestrais. Esta edição ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios entre os dias 21 e 24 de junho. 

 

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