publicidade

Brasil

GENTE! Investigado no caso Marielle é denunciado por outro assassinato

por Jones Araújo no dia 11 de July de 2018 às 10:31
Foto: RENAN OLAZ/CMRJ

Nesta terça-feira (10), o investigado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, popularmente conhecido como Orlando Curicica, também foi denunciado como mandante de outro crime. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), ele mandou matar Carlos Alexandre Pereira Maria, conhecido como Alexandre Cabeça, assessor informal do vereador Marcello Siciliano (PHS), também apontado por uma testemunha como envolvido na morte de Marielle.

O crime contra Alexandre Cabeça, aconteceu na noite de 8 de abril, na Estrada do Curumau, na Taquara, Zona Oeste do Rio, 25 dias depois da morte de Marielle. A acusação contra Curicica é baseada em relato feito pelo também acusado Ruy Ribeiro Bastos, que confessou o assassinato de Alexandre e fez acordo de delação premiada. Ela foi apresentada pela 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos.

Conforme relato de Ruy, a ordem do assassinato partiu de Curicica, quando ele ainda estava no presídio Bandeira Stampa, em Bangu (Zona Oeste), antes de ser transferido para a penitenciária federal de Mossoró-RN.

O MP-RJ afirma que Orlando Curicica é líder de uma milícia que atua na região de Curicica, em Jacarepaguá (Zona Oeste), e autorizou o assassinato de Alexandre. A condição de mandante foi dividida com Diogo Maia dos Santos, outro líder da mesma milícia. O motivo seria uma informação veiculada por Alexandre nas redes sociais sobre um homicídio.

Bastos, Rondinele de Jesus da Silva e Thiago Bruno Mendonça teriam praticado o crime. Esses três, junto com Santos, já respondem pelo homicídio, em processo que tramita no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O MP quer que o processo contra Orlando Curicica seja enviado para o mesmo juízo.

Os executores de Alexandre chegaram a receber de R$ 500 a R$ 1.250 cada para praticar o crime, segundo o MP-RJ. Curicica pode responder por homicídio qualificado mediante pagamento, por motivo fútil e com impossibilidade de defesa da vítima, atingida pelos disparos efetuados a pouca distância e contra seu pescoço

A prisão preventiva do denunciado que atualmente está detido na penitenciária federal de Mossoró-RN, por outro crime e a condenação dele ao pagamento de indenização pelos danos materiais e morais causados aos familiares da vítima, é pedida pelo MP-RJ. 

 

Leia também:

MPF recorre de sentença que absolveu Geddel por embaraço à investigação

 

Notícias: Brasil

publicidade

publicidade

© Copyright 2018 - Radar da Bahia - Grupo Radar