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O pega-pega do judiciário: quem pode mais?

por Neison Cerqueira no dia 09 de julho de 2018 às 16:20
Foto: Divulgação / Montagem / Radar da Bahia

Domingo (8) tumultuado no Tribunal Regional Federal da 4a Região, em Porto Alegre. A decisão do desembargador plantonista Rogério Favreto em soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pegou o MUNDO de surpresa: certo ou errado? Vai saber...

Em tese, a situação deixou explicita que o judiciário brasileiro veste camisa partidária. Basta analisar os fatos: o juiz federal Sérgio Moro, de férias, interveio na decisão de Favreto. Mexeu os palitinhos acionando João Pedro Gebran Neto, relator da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). 

Resultado? Decisão de Favreto revogada e Lula continua preso! 

Logo após a determinação de Favreto, foto do desembargador ao lado de Lula foi divulgada na imprensa. Imagens de Moro também foram expostas ao lado de integrantes do PSDB. Tire sua conclusão. Será que a briga direita x esquerda chegou ao judiciário? Ansioso pelos próximos capítulos.

Ano de eleição e uma dúvida: Lula, ainda que insistentemente pré-candidato à Presidência da República pelo PT, se fortalece ou o judiciário mostra sua força? Fato é que, enquanto juízes vestirem camisas partidárias por baixo da toga, a população vai sofrer. 

Quem fala a verdade? O que é verdade? A Justiça é para todos ou alguns a aplicam como quer e bem entende? 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia, em nota, se manifestou sobre o imbróglio. Confira na íntegra:

“A Justiça é impessoal, sendo garantida a todos os brasileiros a segurança jurídica, direito de todos. O Poder Judiciário tem ritos e recursos próprios, que devem ser respeitados. A democracia brasileira é segura e os órgãos judiciários competentes de cada região devem atuar para garantir que a resposta judicial seja oferecida com rapidez e sem quebra da hierarquia, mas com rigor absoluto das normas vigentes.”

Só para finalizar: do jeito que as coisas estão indo na Justiça brasileira, em ano de Eleição e proximidade de votação, só caberá a nós, cidadãos, o poder de decidir. Exercer a democracia - ainda que ferida, pois somos nós os responsáveis pelas mudanças. Somos essas mudanças. Caso contrário, o país, ao que tange a atual política brasileira, vai ser “um grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo”, eternamente.

 

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