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Política

PF encontra indícios de propina de R$ 105 mi para Geddel e Cunha

por Mateus Carmo no dia 13 de junho de 2018 às 18:44
Foto: Reprodução/ O Sul

De acordo com informações do jornal o Estado de S. Paulo, a Polícia Federal (PF), apontou nesta quarta-feira (13), o relatório final da Operação Cui Bono que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) recebeu R$ 16 milhões em propina para influenciar a liberação de recursos da vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa. A investigação indica ainda que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), foi o responsável por receber as entregas de valores que somatizam o montante de R$ 89 milhões em dinheiro ilícito. 

Ainda conforme a publicação os pagamentos para Geddel e Cunha, foram realizados através do corretor Lúcio Funaro, acusado de ser o operador de propina do grupo político do MDB da Câmara. 

A operação  Cui Bono? deflagrada no dia 13 de janeiro de 2017, investiga irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, período em que foi comandada pelo ex-ministro. A investigação teve origem na análise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha. Ao concluir a investigação, a PF indiciou 16 pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça. 

Os agentes da PF mapearam todas as entregas de valores citadas em planilhas encontradas em um HD apreendido na casa do irmão de Funaro menções a Geddel.O documento  contém entregas de valores em Salvador (BA) e, para confirmar a veracidade da planilha, os investigadores levantaram informações sobre as viagens de Funaro até a capital baiana. 

Segundo a  PF, a conclusão  foi de que todas as informações prestadas por Funaro em seu acordo de colaboração sobre as entregas para Geddel foram confirmadas durante a apuração. Além dos dados sobre a viagem, o delegado do caso também solicitou informações às operadoras de telefonia e mapeou as ligações dos celulares de Funaro e Geddel naquele dia. O cruzamento apontou que tanto o operador como o ex-ministro realizaram ligações nas proximidades do aeroporto. 

 

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