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Economia

Indefinições sobre tabela do frete impede transporte de carga no País

por Débora Oliveira no dia 12 de junho de 2018 às 14:26
Foto: Reprodução

A indefinição por parte do governo em torno da tabela com o preço mínimo do frete rodoviário desencadeou um segundo capítulo da paralisação dos caminhoneiros. 

Embora não tenha mais bloqueio nas estradas, a incerteza do custo dos transportes está fazendo com que empresas adiem os embarques de mercadorias, com reflexos na exportação e na produção. 

Os dados do setor privado enviados ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apontam para um atraso de 11 dias nos embarques do agronegócio. “Deixamos de exportar 450 mil toneladas por dia”, disse ao Estado. É o suficiente para carregar 60 navios. Mas, sem carga, eles ficam parados no porto, sujeitos a uma cobrança diária de US$ 25 mil. O quadro foi confirmado pelo diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. 

“O mercado continua completamente parado. Tem 10 milhões de toneladas já vendidas e paradas no interior e 50 navios de soja ao largo dos portos esperando resolver essa situação para poder embarcar”, disse. 

Segundo Baldez, o agronegócio não contrata caminhoneiros autônomos, e sim transportadoras. Essas, por sua vez, recrutam os autônomos quando sua equipe é insuficiente para dar conta do serviço. “Se eu contrato essa empresa, tem de ser pelo frete mínimo? E se eu contrato pelo mínimo, como ela vai subcontratar o caminhoneiro pelo mesmo preço?” disse.

A Associação dos Transportadores Rodoviários (ATR) ingressou com uma ação de inconstitucionalidade contra a tabela. A CNI pretende fazer a mesmo esta semana. O tabelamento chegou a ser suspenso para duas empresas por uma decisão judicial do Rio Grande do Norte.

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