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Refugiados à deriva no Mediterrâneo buscam abrigo na Europa

por Débora Oliveira no dia 12 de junho de 2018 às 13:39
Foto: Reprodução

O governo da Espanha demonstrou nesta segunda-feira (11), um exemplo de solidariedade e moderação em meio ao crescimento das políticas anti-imigração na Europa dominada por partidos de extrema-direita e governos populistas, principalmente em países como a Itália, cujo novo ministro do Interior, Matteo Salvini, usou o Twitter para dizer que não receberá imigrantes.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ofereceu o porto de Valência para receber os 629 refugiados à deriva no Mar Mediterrâneo, resgatados no último sábado (9), pelas organizações humanitárias SOS Mediterrâneo e Médicos Sem Fronteiras (MSF). 

O comunicado chegou em um momento de impasse diplomático, após os governos da Itália e de Malta se recusaram a dar guarita aos refugiados e a água e comida no barco chegavam ao fim, segundo informou o Alto Comissariado das Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). 

Na embarcação, entre as 629 pessoas que tentam imigrar para a Europa em busca de uma vida sem fome - os chamados refugiados sociais - ou fugindo de guerras civis - estão sete mulheres grávidas, 11 crianças pequenas e 123 adolescentes sem a companhia de responsáveis.

Segundo Salvini, “a Itália passará a dizer não ao tráfico de seres humanos e ao negócio da imigração clandestina. Meu objetivo é garantir uma vida serena aos nossos filhos. Salvar vidas é um dever, mas transformar a Itália em um enorme campo de refugiados não é”, declarou.

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