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Saúde & Bem Estar

SAÚDE MENTAL: psicólogo fala dos efeitos causados à população por conta greve dos caminhoneiros

por Neison Cerqueira no dia 29 de maio de 2018 às 19:40
Foto: Divulgação

A greve dos caminhoneiros pode desencadear sérios problemas psicológicos. Para saber quais são os efeitos que a manifestação pode afetar os baianos, nesta terça-feira (29), batemos um papo com o psicólogo Joaquim Moura. A greve, que já dura nove dias, pode fazer com que as pessoas tomem decisões precipitadas e ajam de forma errônea.

“Em época de crises, as pessoas ficam mais propícias a estruturar algum tipo de transtorno mental. O suicídio aumenta no mundo todo. Tem aumentado o número de pessoas, que andam muito estressadas. Pessoas que têm trabalhando muito, mas não tem o retorno. Que as coisas não estão melhorando e que o dinheiro não está dando. Com essa situação, a tendência com essas crises é de que pessoas desencadeiem transtornos de humor, bipolar. Tudo por causa do processo que o brasil está passando”, contou o especialista.

Em reportagens de Tv, nos rádios e em sites, as notícias de que, alguns produtos estão acabando por conta da greve, pode fazer que com as pessoas tenham atitudes que, segundo o psicólogo, é chamado de “Efeito Manada”.

“Esse é o "Efeito Manada". Com essas notícias de que produtos estão no fim, as pessoas correram para adquirir alimentos e produtos, como foram os casos do hort-fruit, da gasolina. Teve gente que comprou tanta coisa que apodreceram em suas casas. Já outras pessoas não se abasteceram de forma coerente”, explicou. “Quanto a gasolina, pessoas encheram o carro. Teve gente que nem tirou o veículo da garagem”, completou.

Moura salientou que muitas dessas pessoas nem precisaram desses produtos, mas que por ansiedade e estresse, devido a tudo de ruim que vem acontecendo no país e decorrente a greve, muita gente agiu de forma precipitada. “[as pessoas] Executam um processo de ansiedade que não percebem”, disse.

Outro assunto pautado foi o da classe social. Quem tem mais, consome mais. Quem tem menos não sofre tanto com a falta por já estar acostumado a passar por situações difíceis. “A classe pobre é resiliente. Assimila mais fácil e mais rápido que a classe que tem mais dinheiro. É uma questão social. Uma não se importa em passar por situações. A outras, por ter mais recursos, atinge uma classe que não tem ferramentas para lidar com essa situação”, finalizou.


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