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Polemizando

Homens “abutres”, se liguem! Mulheres não são suas propriedades: respeitem-as!

por Neison Cerqueira no dia 17 de maio de 2018 às 16:01
Foto: Reprodução / Internet
Amor. Quatro letras, forte significado. Materno, fraterno, matrimonial. Os dois primeiros, vêm desde a confirmação da gravidez. O último é uma escolha. A junção de duas pessoas que decidem, de uma relação que passa por vários estágios e fases, ‘juntar os trapos’, como se diz em nosso bom linguajar.

Esse primeiro parágrafo dá início a um pensamento lógico que me leva a fazer dois questionamentos: quem ama faz mal? Por amor, tira a vida do outro?

O que está acontecendo com esses homens, que em surtos de psicopatia, insistem em agredir, tirar a vida daquela que lhe prometeu amor (ainda que não tenha sido eterno)?

O que deve passar pela cabeça de uma pessoa que jurou um ‘sim’ perante ao padre ou num cartório, mas depois de um tempo, as brigas e agressões tomam conta daquela relação que poderia ter tido um final menos doloroso?

Relações terminam independente de motivos. O motivo, ainda que seja doloroso, não dá o direito a nenhum homem - por atitude extremamente machista - agredir ou tirar a vida de uma mulher. Mulher nenhuma é propriedade. Bibelô. Boneca!

A quantidade de mulheres que são agredidas/mortas por esses abutres - pode-se chamar assim, que se acham no poder/direito apenas por ser homem, só cresce.

Vale uma reflexão: para honrar as suas calças não precisa agir como um brutamonte;
Não precisa xingar, bater, matar;
Não precisa fazer uma família infeliz;
Vai viver!
Quantas mulheres têm nesse mundo dispostas também a serem MAIS felizes?

Um levantamento feito pelo G1, apontou que cerca de 946 mulheres foram mortas em 2017 de acordo com os dados subnotificados - ou seja, não formalizados. Também em 2017, um relatório da Organização Mundial da Saúde, colocou o Brasil na 7ª posição entre os países mais violentos para as mulheres de um total de 83 países.

A Lei Maria da Penha mudou...

O homem que descumprir a medida protetiva vai ser enquadrado na Lei 13.641, de 3 de abril de 2018 (substituindo a Lei nº 11.340). Essa alteração muda a questão das medidas: a partir de agora, é crime passível de detenção de três meses a dois anos. A intenção é efetivar ainda mais a medida que é vista como a principal ferramenta de proteção da mulher vítima de violência doméstica.

Denuncie. Esse é um direito de vocês, mulheres. O outro é ser feliz.

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Neison Cerqueira é Coordenador de Conteúdo do Radar da Bahia, graduando em Jornalismo e escreve o que der teia.

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