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Política

"Calar um membro do MP é impor mordaça a todos", diz manifesto

por Mateus Carmo no dia 15 de maio de 2018 às 17:45
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Na segunda-feira (14), quatrocentos e dez membros do Ministério Público (MP) emitiram um manifesto, em defesa a liberdade de expressão de procuradores, promotores de Justiça, juízes e policiais.

O documento foi realizado para defender procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, julgado nesta terça-feira (15), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O procurado está sendo acusado de quebra de decoro por ter dito que o presidente Michel Temer é “leviano, inconsequente e calunioso”.

A afirmação foi realizada no perfil de uma rede social do procurador, depois que Temer ter, segundo Carlos Fernando, insinuado que os membros da Procuradoria Geral da República (PGR) ganhavam valores ilicitamente.

A acusação foi aberta após uma solicitação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode render uma pena disciplinar de censura pública ao magistradp, que é uma das vozes públicas ativas da Lava Jato.

O manifesto ressalta que o procurador “corre o risco de ser submetido a pena disciplinar de censura pública, apenas por dizer o que pensa. Calar um membro do Ministério Público é impor uma mordaça a todos os seus integrantes''.
O documento afirma ainda que “dar a voz apenas àqueles com quem concordamos não define uma conduta republicana e democrática”.

Dentre as pessoas que assinaram o documento estão o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.


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