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Polemizando

Outro direito retirado do cidadão: o de ir e vir

por Neison Cerqueira no dia 17 de abril de 2018 às 13:42
Foto: Reprodução

Se tratando de Brasil, não se pode reclamar muitos dos direitos até então assegurados pela Constituição, mas retirados na cara dura.

Primeiro o impeachment da presidente Dilma Rousseff (2016), depois os Trabalhistas, defendido por Michel Temer, uma briga de interesses na Câmara Federal vetou, pelo menos até aqui, o Previdenciário, mas tem que já é constumaz: o de ir e vir.

Há algumas semanas, Salvador parou desde que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, o Lula, foi preso pela Polícia Federal (PF), onde cumpre pena, após condenação imposta em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, a 12 anos e 1 mês prisão.

Políticos e Centrais Sindicais, em apoio à Lula, resolveram parar em pontos estratégicos para promover manifestações. O detalhe é que: ninguém mais trabalha nessa cidade? Ninguém mais tem compromissos? A grávida não pode fazer o pré-natal, vovô e vovô não fazem o check-up, a mãe que se atrasa para ir ao trabalho por ter ido levar o filho (a) na escola… e por aí vai.

Democracia também é isso. Manifestar apoio ao que seja considerado errado, quiçá absurdo, mas também é INADMISSÍVEL que a população seja prejudicada, sem culpa alguma, por causa de atos promovidos de forma deliberada por parte dos organizadores.

Quando travam a região do antigo Iguatemi, prejudicam quem vem do Acesso Norte, Bonocô, Rótula do Abacaxi, Sete Portas, Barros Reis, Itaigara e adjacências. No sentido contrário, a Paralela, que já é um Deus nos acuda, piora. É preciso repensar e mudar a forma de manifestar. Não é atrapalhando MUITOS que um será beneficiado.

Ninguém é contra a manifestação. O que não pode é ficar a mercê dela.

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