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Política

Bolsonaro associa HIV a 'comportamentos sexuais diferenciados'

por Whaley Emmanoel no dia 07 de abril de 2021 às 17:50
Foto: Reprodução

Durante visita a Chapecó, nesta quarta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro mencionou a lepra e o HIV para defender remédio sem eficácia contra a covid-19.

"Eu acredito na ciência, mas a ciência por vezes demora. Naquela época, o que foi usado para combater o HIV? O coquetel do AZT. Era comprovado cientificamente? Não. Se não tivesse usado, não chegaríamos no futuro ao coquetel", afirmou.

Ele também chegou a se referir como 'classe específica que tinha um comportamento sexual diferenciado', relacionando a doença às pessoas homossexuais.

“Por que não se combateu também? Porque o HIV era mais voltado para uma classe específica, que tinham comportamentos sexuais diferenciados.  E também se contraria via injeção e compartilhamento de agulhas. E ninguém foi contra. E chegou-se ao bom termo no futuro. Até hoje não temos uma vacina para isso. A mesma coisa agora a questão do Covid-19. Porque essa campanha contra métodos e médicos e quem fala no tratamento imediato?”, questionou Bolsonaro a seus apoiadores.

Segundo um estudo, da 'SciELO Analytics', a fala do presidente se mostra totalmente equivocada. No estudo divulgado em 2020, os homens heterossexuais representam 49% dos casos, os homossexuais 38% e os bissexuais 9,1%. Os homens são o principal grupo afetado pela infecção do HIV no Brasil, com tendência de crescimento nos últimos dez anos. Ainda segundo o estudo, mais de 80% das mulheres soropositivas foram infectadas por seus maridos. 

Bolsonaro finalizou seu discurso em Chapecó, afirmando que o governo federal fez a sua parte. "Acho que sou o único líder mundial que apanha isoladamente. O mais fácil é ficar do lado da massa, da grande maioria. Se evita problemas, não é acusado de genocida, não sofre ataques por parte de gente que pensa diferente. O nosso inimigo é o vírus, não é o presidente, governadores e prefeito. Dá para sairmos dessa", disse.

 

 

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